
World Soccer Talk.
A Federação Italiana de Futebol (FIGC) intensificou as tratativas para convencer Pep Guardiola a se tornar o novo técnico da seleção nacional, em um movimento liderado pelo ex-jogador Paolo Maldini, recém-nomeado diretor técnico. Segundo informações da Sky Sports Italy, Maldini e seu conselheiro Leonardo viajaram a Barcelona para se reunir pessoalmente com o treinador espanhol, que está livre no mercado desde que deixou o Manchester City ao final da temporada.
A investida faz parte de uma reestruturação profunda do futebol italiano, que decidiu remodelar seu projeto esportivo após ficar de fora das últimas edições da Copa do Mundo. A federação já havia demitido parte da comissão técnica e de executivos, e agora aposta em Maldini como peça-chave para reconstruir a seleção. O ex-defensor do Milan assumiu o cargo de diretor técnico e, como primeira grande ação, colocou Guardiola como alvo prioritário.
Apesar de outros nomes terem sido cogitados para o cargo, Guardiola é tratado como absoluta prioridade pela FIGC. O técnico, no entanto, ainda não deu uma resposta definitiva à proposta italiana. A federação segue pressionando para convencê-lo, mas o espanhol condiciona sua decisão a garantias de apoio de longo prazo, nos mesmos moldes do que teve durante sua vitoriosa passagem pelo Manchester City.
Caso aceite o convite, Guardiola chegaria para comandar um projeto jovem e promissor, mas precisaria de tempo para implementar seu estilo de jogo. A Itália, que nos últimos anos adotou um futebol mais direto, baseado em velocidade e contra-ataques, teria de se adaptar a uma filosofia de posse de bola e domínio de jogo, abandonando a linha defensiva de três zagueiros. A mudança é considerada drástica e, por isso, a Azzurra não chegaria como favorita imediata para a Eurocopa de 2028.
A experiência de Guardiola em solo italiano não é nula. Durante sua carreira como jogador, ele atuou pelo Brescia entre 2001 e 2003, após deixar o Barcelona. Pelo clube da Série A, disputou 25 partidas, marcou três gols e deu uma assistência. Essa vivência, aliada ao conhecimento do futebol local, é vista como um trunfo para sua adaptação ao comando da seleção.
No entanto, a reconstrução não seria imediata. Tanto no Barcelona quanto no Manchester City, Guardiola precisou de uma ou duas temporadas completas para implementar seu sistema e montar elencos de alto nível. Na Itália, o processo não seria diferente: seria necessário reformular as categorias de base e dar tempo para que os jovens talentos absorvam sua filosofia de jogo. Isso não significa que a Itália não possa vencer a Eurocopa de 2028, mas sim que não chegaria como uma das principais candidatas ao título.
Diante desse cenário, o foco principal do projeto poderia ser a Copa do Mundo de 2030. Se o acerto com Guardiola for concluído em breve, ele teria quatro anos completos para trabalhar e implementar suas ideias, um cenário considerado ideal. A expectativa, então, estaria voltada para o Mundial, onde a Itália tentaria voltar a levantar o troféu — algo que não acontece desde 2006.
A FIGC, por meio de Maldini e Leonardo, segue em negociação direta com Guardiola, que ainda não bateu o martelo. A federação, porém, mantém a esperança de contar com um dos maiores técnicos da história para liderar a renovação da seleção italiana.
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Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-07-20 14:10:00

