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O ex-senador democrata da Virgínia Ocidental Joe Manchin afirmou, no programa “Face the Nation”, da CBS, que não apoiará nenhum candidato que se declare socialista nas eleições de meio de mandato. A declaração foi dada no domingo, quando o político foi questionado pela apresentadora Margaret Brennan sobre a possibilidade de endossar candidatos com essa orientação política. “De jeito nenhum”, respondeu Manchin. “Meu Deus, não.”
A apresentadora insistiu, perguntando se ele apoiaria um candidato socialista caso houvesse boas ideias. Manchin, porém, manteve a posição firme. “Apoio as boas ideias”, disse. “Mas como você pode apoiar algumas dessas loucuras que eles defendem?” A fala do ex-senador ocorre em um momento em que candidatos abertamente socialistas vêm ganhando espaço dentro do Partido Democrata, vencendo primárias em diferentes partes do país.
Durante a entrevista, Manchin foi além e criticou duramente as propostas que, segundo ele, fazem parte da plataforma socialista. “Você viu a plataforma deles?”, questionou. “Eles querem desmantelar tudo o que conhecemos, seja a estrutura do governo, o próprio Congresso ou o Senado, que eles querem acabar. E depois começam a falar de coisas malucas, como acabar com a polícia, acabar com isso, acabar com aquilo. Vocês estão loucos?”
O ex-senador defendeu a manutenção de instituições e políticas que considera essenciais. “Queremos uma área livre de crimes”, afirmou. “Para isso, precisamos de polícia. Sim. Queremos uma defesa forte, uma fronteira forte.” Manchin também alertou para o impacto que uma agenda socialista poderia ter sobre o setor de energia. “Se os democratas não conseguem dizer isso e começam a se alinhar com as demandas socialistas, a energia vai acabar”, disse. “Não teremos energia, ok? Neste momento, produzimos uma quantidade enorme de energia, e o mundo depende de nós mais do que nunca.”
A filha de Manchin, Heather Manchin, que participou do programa ao lado do pai, também criticou a liderança do Partido Democrata por não dizer “não” aos candidatos mais à esquerda e aos socialistas. “O controle agora superou completamente o caráter”, declarou. “Se você está mais interessado em controle, e isso é tudo o que importa, a contagem de votos, em vez do caráter da pessoa e da plataforma em que ela concorre, acho que estamos vivendo com as consequências disso.”
As declarações de Manchin e da filha vêm depois que vários candidatos abertamente socialistas concorreram e venceram as primárias democratas em todo o país. Alguns políticos apoiados pelo Democratic Socialists of America (DSA), como o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e a candidata ao Congresso por Nova York, Darializa Avila Chevalier, começaram a ganhar destaque e popularidade dentro do partido.
A Fox News Digital entrou em contato com o DSA para comentar o assunto, mas não recebeu resposta imediata. A postura de Manchin reflete uma divisão dentro do Partido Democrata entre a ala moderada e a ala mais progressista, que tem defendido pautas como o fim do filibusterismo no Senado e a reestruturação de instituições tradicionais.
Uma pesquisa da Fox News, divulgada em julho, mostrou que mais democratas têm uma opinião favorável ao socialismo (52%) do que ao capitalismo (41%). Entre os eleitores registrados, 30% têm uma visão favorável do socialismo, um aumento em relação aos 27% do ano anterior. Os números indicam uma tendência de crescimento da simpatia por ideias socialistas entre o eleitorado democrata, o que preocupa figuras como Manchin, que veem nesse movimento um risco para a viabilidade eleitoral do partido em âmbito nacional.
A fala de Manchin também ecoa a preocupação de outros democratas moderados, que temem que a associação com o socialismo possa afastar eleitores independentes e moderados nas eleições de meio de mandato. O ex-senador, que já foi considerado um voto decisivo no Senado, tem se posicionado como uma voz crítica dentro do partido, defendendo uma agenda mais centrista e alertando para os riscos de uma guinada à esquerda.
Enquanto isso, os candidatos socialistas continuam ganhando terreno, e a disputa interna no Partido Democrata promete ser um dos temas centrais da campanha eleitoral. A recusa de Manchin em apoiar esses candidatos, mesmo que tenham “boas ideias”, sinaliza uma linha dura que pode influenciar outros políticos moderados a adotarem postura semelhante.
A entrevista no “Face the Nation” foi mais um capítulo na crescente tensão entre as alas do partido, que se acirra à medida que as eleições se aproximam. Manchin, que já anunciou que não concorrerá à reeleição, tem usado seu espaço público para criticar o que considera excessos da esquerda e defender uma posição mais pragmática.
A declaração do ex-senador, no entanto, não deve encerrar o debate. Com a popularidade do socialismo em alta entre os democratas, a questão deve continuar a gerar controvérsia e a dividir opiniões dentro do partido, tanto entre os candidatos quanto entre os eleitores.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/media/joe-manchin-says-he-would-never-support-socialist-candidate-warns-against-crazy-postions.
Fonte: Fox News.
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2026-08-02 19:32:00


