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O ex-vice-governador de Wisconsin Mandela Barnes anunciou, nesta quinta-feira, a suspensão de sua campanha para o governo do estado, alegando falta de apoio para conquistar a indicação do Partido Democrata. Em um vídeo divulgado publicamente, Barnes afirmou que está claro quem será o candidato da legenda na disputa, embora não tenha mencionado nomes. “Está muito claro quem será o nosso indicado”, disse Barnes no vídeo. “Posso estar suspendendo minha campanha, mas nunca desistirei da minha luta por Wisconsin.” A decisão ocorre em meio a um campo democrata concorrido para suceder o governador Tony Evers, que não buscará a reeleição, e surpreendeu observadores, já que Barnes era considerado um dos favoritos devido à sua proximidade com Evers e ao seu reconhecimento público.
A saída de Barnes coincide com o surgimento de alegações de que ele teria usado sua posição no passado para fazer investidas sexuais contra mulheres no ambiente de trabalho. A denúncia está sob investigação do Milwaukee Journal Sentinel, que publicou uma reportagem sobre o assunto pouco depois do anúncio da suspensão da campanha. A equipe de Barnes não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre se a decisão teria relação com a reportagem. No entanto, um porta-voz do ex-vice-governador afirmou ao Politico que “não há alegações de má conduta ou irregularidade contra Mandela”.
Com a desistência de Barnes, os principais candidatos restantes na disputa democrata são a deputada estadual Francesca Hong, uma socialista democrata, e o executivo do condado de Milwaukee, David Crowley. Hong recebeu apoio de progressistas nacionalmente conhecidos, incluindo as deputadas Ilhan Omar, de Minnesota, e Ro Khanna, da Califórnia. Segundo registros estaduais, ela havia arrecadado quase 709 mil dólares até o final de junho. Em comparação, Crowley garantiu 250 mil dólares e conta com o apoio de várias organizações e figuras locais. O governador Tony Evers, de forma significativa, endossou Crowley em detrimento de Barnes, citando a experiência do executivo do condado.
Barnes, que serviu como vice-governador de 2019 a 2023, havia recebido o endosso do senador Adam Schiff, da Califórnia, que o descreveu como o “tipo de líder corajoso que precisamos para enfrentar a administração Trump”. Em seu vídeo de despedida, Barnes pediu que os democratas se unam contra os republicanos na eleição geral de novembro. “Eu disse desde o início, quando lancei minha campanha, que o objetivo número um era enfrentar e derrotar Tom Tiffany para garantir grandes vitórias para os democratas em toda a chapa”, afirmou Barnes, referindo-se ao provável candidato republicano. “Agora é hora de nos unirmos e concentrarmos nossos esforços nesse objetivo. Temos que fazer tudo para vencer Tom Tiffany. Isso é uma questão de vida ou morte para os habitantes de Wisconsin que estão perdendo seus planos de saúde sob o governo Trump.”
A campanha de Barnes foi construída sobre uma plataforma que incluía aumento de impostos para os maiores ganhadores do país, congelamento dos custos de energia, fornecimento de creche universal e redução do custo da moradia. Essas propostas, no entanto, não foram suficientes para garantir o apoio necessário dentro do partido, que parece estar se consolidando em torno de outro nome. A decisão de Barnes ocorre em um momento em que o Partido Democrata de Wisconsin busca unificar-se para enfrentar um adversário republicano forte, em um estado que tem sido palco de disputas eleitorais acirradas.
As primárias democratas para o governo de Wisconsin estão marcadas para 11 de agosto. Com a saída de Barnes, a disputa fica polarizada entre Hong e Crowley, que representam alas diferentes do partido. Hong, com seu apelo progressista e apoio nacional, pode atrair eleitores mais à esquerda, enquanto Crowley, com o endosso de Evers e sua experiência administrativa, pode conquistar o eleitorado moderado. A decisão de Barnes de suspender a campanha, embora surpreendente, pode ter sido influenciada por uma combinação de fatores, incluindo as alegações investigadas pela imprensa e a falta de um caminho claro para a vitória.
O anúncio de Barnes também levanta questões sobre o impacto das alegações de má conduta em sua carreira política. Embora seu porta-voz tenha negado qualquer irregularidade, a investigação do Milwaukee Journal Sentinel pode ter criado um clima desfavorável para sua campanha. Barnes, que já foi visto como uma estrela em ascensão no Partido Democrata, agora enfrenta um futuro incerto, embora tenha afirmado que continuará lutando por Wisconsin. A suspensão de sua campanha não significa necessariamente o fim de sua carreira política, mas certamente representa um revés significativo.
Enquanto isso, os democratas de Wisconsin se preparam para uma disputa acirrada contra Tom Tiffany, que é visto como o favorito republicano. Tiffany, que atualmente representa o 7º distrito congressional do estado na Câmara dos Representantes, tem se posicionado como um defensor das políticas conservadoras e conta com o apoio do ex-governador Scott Walker, que alertou sobre a ameaça dos socialistas democratas no estado. A eleição para governador de Wisconsin, marcada para novembro, promete ser uma das mais disputadas do país, com implicações nacionais para o equilíbrio de poder no Congresso e nas legislaturas estaduais.
A saída de Barnes também reacende o debate sobre o futuro do Partido Democrata em Wisconsin, que tem visto uma crescente divisão entre moderados e progressistas. A candidatura de Hong, uma socialista democrata, pode mobilizar a base progressista, mas também pode afastar eleitores independentes e moderados. Crowley, por outro lado, representa uma abordagem mais centrista, com foco em questões locais e administrativas. A escolha do candidato democrata terá um impacto significativo na capacidade do partido de derrotar Tiffany e de manter o controle do governo estadual, que atualmente está nas mãos dos democratas.
Em meio a essa disputa, Barnes deixou claro que pretende continuar envolvido na luta política, mesmo fora da corrida. “Nunca desistirei da minha luta por Wisconsin”, disse ele, sinalizando que poderá apoiar o candidato democrata que for escolhido. Sua decisão de suspender a campanha, embora prematura, pode ser vista como um gesto de unidade, permitindo que o partido se concentre em derrotar os republicanos. Resta saber se os democratas conseguirão superar as divisões internas e apresentar uma frente unida na eleição de novembro, em um estado que tem sido crucial para o cenário político nacional.
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Fonte: Fox News.
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2026-07-30 19:33:00
