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A modelo Maye Musk, mãe do empresário Elon Musk, quase desistiu de participar do ensaio da Sports Illustrated Swimsuit por receio de aparecer “enrugada” na revista. Aos 74 anos, ela fez história em 2022 como a capa mais velha da publicação, recorde depois superado por Martha Stewart, aos 81, em 2023. A revelação está em seu novo livro, “Timeless”, no qual ela revisita a trajetória de mãe solo de três filhos a modelo requisitada.
Em entrevista à Fox News Digital, Maye contou que a ideia de vestir um maiô a deixava desconfortável. “Na minha idade, você tem rugas e celulite nos braços e nas coxas, então prefiro usar mangas longas”, disse. A hesitação só diminuiu após uma ligação da filha, que a incentivou ao saber que as fotos seriam feitas em Belize. “Ela disse na hora: ‘Você tem que ir. Belize é lindo.’ Então fui. Arrisquei.”
No livro, ela detalha a insegurança: “Eu ainda tinha 73 anos. Minha pele mostrava os sinais de tanto peso que ganhei e perdi na vida, incluindo cada gravidez. Estou enrugada e tenho celulite. Modelo de maiô?” Apesar do receio, Maye afirmou ter se sentido à vontade ao posar para o fotógrafo Yu Tsai, inclusive vestindo biquínis coloridos. “Foi muito incomum”, lembrou, rindo. “Sempre me disseram que eu não era modelo de maiô. Quando você pensa em modelos de maiô, pensa nas modelos da Victoria’s Secret. Aqueles são corpos realmente especiais. Então foi um desafio para mim. Mas, como digo, você tem que arriscar na vida. E eu sabia que não publicariam fotos feias. Em certo momento, me senti tão à vontade que comecei a dançar com os locais. Fiquei maravilhada em explorar um novo país, uma nova cultura. Foi celebrar a mim mesma.”
Maye também refletiu sobre a pressão estética que recai sobre as mulheres. “Quando as mulheres vão à praia, elas se cobrem com uma toalha. Mas os homens podem estar obesos e ainda desfilam de sunga com confiança. Precisamos mudar isso. E se algum homem insultar seu corpo, que se dane. Sempre vai haver alguém que sinta necessidade de te criticar. Não é justo. Mas é tudo sobre abraçar quem você é e não se desculpar por isso.”
Ela não fez transformações para parecer mais jovem na capa. Seu cabelo prateado característico permaneceu intocado. “Por que eu precisaria pintar o cabelo?”, questionou. “Você tem que retocar a raiz a cada quatro semanas, e eu mesma fazia isso. O cabelo fica muito quebradiço de tanto dano. E cresce. Aí decidi cortar curto. Logo depois, tinha quatro outdoors na Times Square. Não me senti uma vovó. Me senti fashion.”
Não foi a primeira vez que Maye aceitou um trabalho ousado. No livro, ela descreve uma ligação da agente: “Amanhã, você posa nua para a capa da revista TIME. Você é a única modelo que eles querem e não vão ceder.” Ela nunca havia feito um ensaio nu porque, como escreveu, “ninguém nunca havia pedido”. Antes de aceitar, procurou a opinião dos filhos. Ligou primeiro para Elon, mas desistiu. “Já sabia o que ele diria: ‘De jeito nenhum.’ Ele não era o tipo de filho que queria a mãe nua em capas de revista. Não era puritano, mas definitivamente mais conservador quanto a nudez.” Então chamou Tosca, que também não gostou da ideia. “Você nunca faz nus!”, teria dito a filha, com instinto protetor. Por fim, ligou para Kimbal, o mais descontraído. “É a revista TIME. É jornalismo”, disse ele. “Não é uma revista pornô. Vai ser de bom gosto. Você não tem nada a temer. Faça.”
Maye contou que era importante ter a aprovação dos filhos. “Bem, você gostaria de ver sua mãe nua na capa de uma revista?”, disse. “Mas foi Kimbal quem me encorajou. Ele disse que seria de bom gosto. Sempre foi espírito livre. E eu confio nele.” Sobre o ensaio, descreveu: “Quando cheguei, foram muito cuidadosos comigo. Tem uma maquiadora que passa pelo corpo inteiro. Depois fizeram meu cabelo e uma maquiagem bem discreta. Me sentaram com um espelho na frente, para que eu visse exatamente o que o fotógrafo via. O fotógrafo chegou, e talvez cinco minutos depois, acabou. Foi rápido e muito respeitoso. Imediatamente trouxeram um roupão. Me troquei e fui para casa. Foi só isso.”
Dietista de longa data, Maye defende que envelhecer com confiança vai além de aceitar rugas e cabelos prateados. “Fica mais difícil perder peso conforme envelhecemos”, afirmou. “Com meus pacientes, sempre digo para planejarem. Se você ficar com fome, não tem salada ao seu lado. Tem um donut. Também só coma quando estiver com fome. E, quando estiver, garanta que haja comida saudável por perto, sem sobremesas ou chocolates. Se meu paciente não levava a jornada a sério, eu dizia: ‘Você não pode mais vir.'”
Ela acrescentou que até 4,5 quilos podem causar desconforto. “Tudo fica apertado e você perde a confiança. É preciso monitorar a ingestão de alimentos. Se um paciente sai do que recomendei, precisa explicar por quê. Você tem que se responsabilizar se quiser fazer escolhas mais inteligentes para sua saúde.”
Aos 78 anos, Maye diz que cada década de sua vida foi melhor que a anterior e espera que outras mulheres abracem o envelhecimento. Ela cita a mãe como exemplo: “Quando minha mãe tinha 86 anos, mudou da África do Sul para o Canadá e começou tudo de novo. Era artista. Perto dos 90, as mãos já não
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Fonte: Fox News.
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2026-10-11 07:00:00
