
Latest & Breaking News on Fox News.
A Igreja Católica declarou em 2019 como milagre atribuído ao arcebispo Fulton J. Sheen a sobrevivência de James Fulton, um bebê que nasceu sem sinais vitais em Illinois, nos Estados Unidos, e ficou 61 minutos sem pulso antes de o coração voltar a bater. O caso é a base para a beatificação de Sheen, marcada para 24 de setembro em Saint Louis.
O episódio ocorreu há 16 anos. Durante o parto em casa, um nó no cordão umbilical cortou o fornecimento de oxigênio do bebê. Quando a parteira o colocou nos braços da mãe, ele não chorava, não respirava e não tinha pulso. A parteira e sua assistente iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar, enquanto o pai realizou um batismo de emergência, invocando os santos que deram nome ao menino.
A criança foi levada de ambulância ao hospital, a cerca de 20 minutos de distância, e permaneceu sem pulso enquanto as tentativas de reanimação falhavam. Após 20 minutos adicionais, médicos e enfermeiros encerraram os esforços e estavam a segundos de declarar o horário da morte quando o coração de James voltou a bater. Ele foi estabilizado e transferido para a UTI neonatal, com a advertência de que, se sobrevivesse, teria limitações e dificuldades.
Durante a gravidez, os pais haviam decidido nomear o filho em referência a Sheen e pedido sua intercessão pela vida do bebê. Diante da situação, a mãe relata que repetia mentalmente o nome do arcebispo, falecido televangelista católico que converteu mais de 50 mil pessoas e chegou a ter mais de 30 milhões de telespectadores semanais com o programa “Life is Worth Living”, exibido nos anos 1950 e vencedor de um Emmy.
Os desdobramentos do caso se revelaram ao longo dos anos. Um exame de ressonância magnética realizado aos três meses de vida não apontou nenhum dano cerebral. À medida que James atingia cada etapa do desenvolvimento, ficou claro que ele não apresentava complicações. Profissionais de saúde independentes confirmaram que não havia explicação médica para a sobrevivência nem para a ausência de sequelas.
Em 2002, o bispo Daniel Jenky abriu o processo de canonização de Sheen em Peoria, cidade natal do arcebispo. O rito católico é dividido em etapas: a coleta de dados que precede a declaração de venerável, a investigação de um milagre para declarar alguém bem-aventurado e um segundo milagre para a santidade. Em 2012, a Igreja declarou Sheen venerável após concluir que ele demonstrou virtude heroica. Em 2019, reconheceu o que ocorreu com James como milagre atribuído a ele.
Hoje adolescente, James é descrito pela mãe como engraçado, atencioso e trabalhador. Ele gosta de música, meteorologia e de atuar ao lado do pai na equipe de futebol americano da escola. Tem devoção pessoal a Sheen e, na cerimônia de beatificação, acompanhado do pai, da mãe e dos outros sete irmãos, carregará e apresentará a relíquia de primeiro grau do futuro beato.
Análise WeekNews: o reconhecimento do milagre encerra uma etapa de um processo iniciado em 2002 e abre caminho para que Sheen receba o título de bem-aventurado. A cerimônia de 24 de setembro, com a participação da família que atribui ao arcebispo a sobrevivência do filho, transforma um caso pessoal em marco público da causa de canonização. Para a Igreja, o episódio passa a integrar oficialmente a trajetória de Sheen rumo à santidade.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/son-miracle-testament-prayer-fulton-sheen-intercession.
Fonte: Fox News.
Latest & Breaking News on Fox News.
2026-09-24 07:00:00


