
World Soccer Talk.
Lionel Messi não conseguiu conter as lágrimas no Monumental de Buenos Aires. O capitão da Argentina se emocionou no fim da execução do hino nacional, minutos antes do início de sua partida de despedida contra Benin, diante de um estádio que foi ao local para se despedir de seu maior ídolo.
O hino foi interpretado pelo cantor Fabio Santana, veterano das Islas Malvinas, e Messi cantou ao lado dos filhos, com a torcida também emocionada. Era a última vez que ele ouvia o hino como jogador da seleção, e a emoção transbordou quando os versos finais chegavam ao fim. Mais cedo, no caminho até o estádio, Messi já havia sido visto enxugando lágrimas.
A partida contra Benin é a 208ª e última de Messi pela Argentina, após 21 anos defendendo a seleção. Nesse período, marcou 125 gols, conquistou a Copa do Mundo de 2022, a Finalíssima de 2022 e duas vezes a Copa América, além de se tornar o jogador com mais partidas na história da seleção argentina.
A despedida também abre um dos debates mais simbólicos do futebol argentino: quem vestirá a camisa 10 depois dele. O técnico Lionel Scaloni afirmou que a camisa não será entregue a ninguém de imediato e que ficará reservada até depois do jogo contra Benin.
Segundo a TyC Sports, Nicolás Paz e Franco Mastantuono são os principais candidatos. Outros nomes discutidos incluem Alexis Mac Allister, Enzo Fernández e Thiago Almada. Já o jornalista Federico Bueno, da ESPN Argentina, relata que a equipe tem um plano interno para que Paz herde a camisa caso Scaloni renove seu contrato, que expira em 31 de dezembro.
Aposentar o número, como o presidente da AFA, Claudio Tapia, chegou a prometer, não é uma opção em torneios oficiais. A Fifa exige que as convocações para Copa do Mundo e Copa América usem números consecutivos de 1 a 26, o que impede a Argentina de deixar a camisa 10 vazia — regra que já havia barrado uma tentativa de aposentar a camisa de Diego Maradona antes da Copa do Mundo de 2002.
Análise WeekNews: A despedida de Messi encerra um ciclo de 21 anos e 208 partidas, mas a discussão sobre a camisa 10 mostra que a transição já é tratada como questão prática pela comissão técnica. A exigência da Fifa por numeração consecutiva retira do debate qualquer possibilidade de aposentadoria simbólica do número em competições oficiais, o que empurra a decisão para o campo da escolha técnica e da sinalização de futuro — e não da homenagem. Nesse cenário, a definição sobre quem herda a 10 tende a ganhar peso próprio nos próximos meses, especialmente se Scaloni renovar seu contrato.
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Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-10-06 20:57:00
