
World Soccer Talk.
Lionel Messi faz nesta terça-feira sua última aparição com a camisa da seleção argentina. A partida amistosa contra o Benin, no Estádio Monumental, encerra um ciclo de mais de duas décadas e serve como celebração da trajetória do jogador, que anunciou a aposentadoria internacional em 31 de agosto de 2026, após a campanha da Argentina até a final da Copa do Mundo. Aos 39 anos, ele segue em atividade pelo Inter Miami, clube com o qual tem contrato até dezembro de 2028.
A despedida coroa um percurso que começou em 2005, quando Messi foi integrado à equipe principal. O caminho até os títulos foi marcado por derrotas em finais: a Argentina perdeu as Copas América de 2007, 2015 e 2016 e a final da Copa do Mundo de 2014, período em que o jogador foi repetidamente questionado apesar de já ser considerado um dos maiores da história. Em 2016, após a derrota para o Chile na final da Copa América, ele chegou a anunciar o fim da carreira internacional, afirmando que “o fim chegou para mim e para o nosso time”, mas reverteu a decisão semanas depois.
A virada veio em 2021, com o título da Copa América — o primeiro troféu sênior da Argentina desde 1993. No ano seguinte, Messi liderou a conquista da Copa do Mundo no Catar, com sete gols e atuação decisiva na final contra a França. Em 2024, veio a segunda Copa América consecutiva.
Os números do camisa 10 encerram qualquer comparação estatística com Diego Maradona. Messi termina a trajetória na seleção com 207 partidas, 125 gols e 57 assistências, contra 91 jogos, 34 gols e 26 assistências de Maradona, que atuou pela Argentina entre 1977 e 1994. Messi também soma quatro títulos sêniores (uma Copa do Mundo, duas Copas América e uma Finalissima), enquanto o principal triunfo de Maradona foi o Mundial de 1986.
Nas Copas do Mundo, Messi disputou seis edições (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026), recorde entre jogadores, com 34 partidas — também o maior número da história do torneio —, 21 gols e 12 assistências. Maradona jogou quatro Mundiais (1982, 1986, 1990 e 1994), com 21 jogos, oito gols e oito assistências. Messi chegou a três finais (2014, 2022 e 2026) e conquistou duas Bolas de Ouro do torneio (2014 e 2022); Maradona foi finalista em duas edições (1986 e 1990) e eleito melhor jogador em 1986. Messi é ainda o primeiro jogador a começar como titular três finais de Copa do Mundo.
Análise WeekNews: A despedida contra o Benin encerra o capítulo internacional de Messi em um patamar que os números tornam difícil de contestar. A comparação com Maradona, por décadas o principal argumento contra o camisa 10, perdeu força depois de 2021 e 2022, quando a Argentina voltou a vencer torneios sêniores e Messi levantou a Copa do Mundo. A diferença de 116 partidas e 91 gols entre os dois reflete tanto a longevidade de Messi quanto as mudanças no calendário do futebol de seleções ao longo de quase 50 anos. O legado de Maradona no Mundial de 1986 permanece como referência individual, mas a soma de títulos, aparições e produção ofensiva coloca a trajetória de Messi em outro patamar estatístico.
Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/news/lionel-messis-argentina-retirement-how-his-stats-compare-to-diego-maradona/.
Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-10-06 13:04:00

