
Lionel Messi encerrou sua trajetória na seleção argentina nesta quarta-feira (7), aos 21 anos de convocatória, com uma atuação decisiva na vitória por 3 a 0 sobre o Benin, no Estádio Monumental. O camisa 10 marcou um gol e deu duas assistências na partida que fechou sua história com a camisa da Albiceleste.
O primeiro tempo terminou em 0 a 0, com o Benin — 91 posições atrás da Argentina no ranking da Fifa — criando a melhor chance aos 18 minutos, quando o meia Junior Olaitan se antecipou ao goleiro Dibu Martínez na pequena área e concluiu para fora após cruzamento de Rodolfo Aloko.
A situação mudou logo no início da etapa final. Aos dois minutos, Messi cobrou escanteio da esquerda e o zagueiro Nicolás Otamendi, que também se despedia da seleção, mandou para as redes de primeira. Foi a 69ª assistência do atacante pela Argentina.
Aos dez, Messi foi acionado na direita e encontrou Nico Paz na entrada da área. O meia de 22 anos, apontado como possível substituto do craque, levou para a perna esquerda e chutou cruzado, sem chances para o goleiro Dandjinou. O gol foi iniciado com a 70ª assistência de Messi pela seleção.
O momento mais esperado veio aos 22 minutos. O zagueiro Taminou Ouorou cometeu falta dura sobre o lateral Agustín Giay, do Palmeiras, dentro da área. Messi cobrou o pênalti no ângulo esquerdo, deslocando Dandjinou, e marcou o terceiro gol argentino.
O craque ainda teve duas oportunidades de ampliar. Aos 29, recebeu cruzamento rasteiro de Nico González pela esquerda e concluiu para fora, na cara do gol. Aos 43, seu chute de primeira no canto direito foi defendido por Saturnin Allagbé, que espalmou para a trave.
Aos 49 minutos do segundo tempo, o árbitro chileno Fernando Véjar encerrou a partida e, com ela, o ciclo de Messi na seleção argentina.
Análise WeekNews: A despedida de Messi ocorre em um jogo em que ele participou diretamente dos três gols — um como finalizador e dois como assistente —, incluindo o passe para Nico Paz, jovem de 22 anos cotado para assumir seu lugar. O contraste entre a última atuação do camisa 10 e a presença de um possível sucessor no mesmo lance sugere uma transição que a própria partida tornou visível, ainda que o material não indique qualquer planejamento formal da seleção nesse sentido.
Fonte: Agência Brasil.
