
NME.
O cantor Miguel usou suas redes sociais para se manifestar contra ataques racistas direcionados à sua companheira, Margaret Zhang, e ao filho do casal. Em publicação feita no Instagram nesta sexta-feira (28), o artista, vencedor do Grammy, classificou as ações como “racismo, assédio, perseguição, invasão de privacidade e falsas alegações” e afirmou que elas ultrapassaram um limite que não deveria exigir explicação.
Na mensagem, Miguel destacou que aceita críticas à sua música e ao seu trabalho, mas fez uma distinção clara entre opinião e abuso. “As pessoas podem ter opiniões sobre mim. Sobre a música. Sobre o trabalho. Aceito as realidades que vêm com fazer qualquer coisa em público. Mas racismo, ameaças, assédio, perseguição, invasões de privacidade e ataques a crianças são abuso. Não é opinião”, escreveu.
O cantor também criticou a atuação de organizações e indivíduos que, segundo ele, amplificam ou permitem esse tipo de comportamento em troca de atenção e engajamento. “Se você participa desse comportamento, você não está me apoiando. Você não faz parte dessa comunidade”, afirmou, acrescentando que medidas legais já foram tomadas e continuarão sendo adotadas quando houver violação de limites éticos e legais.
A manifestação ocorre em meio à repercussão de comentários e mensagens diretas de cunho racista e anti-asiático dirigidos a Margaret Zhang, além de comentários abusivos sobre a criança. O artista não detalhou os episódios específicos, mas enfatizou que o problema não se torna aceitável quando é disfarçado de crítica, fandom, especulação ou “preocupação”.
Miguel retornou aos holofotes musicais no ano passado com o lançamento de ‘Caos’, seu primeiro álbum em oito anos. O trabalho, que sucede ‘War & Leisure’ (2017), foi descrito pelo próprio cantor como uma abertura com um “monólogo existencial cru em espanhol” antes de se desdobrar em uma “meditação experimental sobre renascimento”. Em declarações anteriores sobre o disco, ele explicou que a transformação pessoal vivida durante o processo foi violenta e que o álbum representa a adaptação sonora dessa experiência.
Análise WeekNews: A decisão de Miguel de tornar pública a situação e nomear explicitamente o racismo como o problema central, em vez de tratá-lo como uma questão pessoal isolada, amplia a discussão para o papel das plataformas e da imprensa na circulação desse tipo de conteúdo. Ao mesmo tempo, a referência a medidas legais sugere que o caso pode deixar o campo das redes sociais e ganhar desdobramentos formais, o que tende a reforçar a responsabilização de quem compartilha ou incentiva ataques desse tipo.
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Fonte: NME.
NME.
2026-08-31 09:31:00
