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O Los Angeles Dodgers vive mais um capítulo de sua relação conturbada com a tradição de visitar a Casa Branca após vencer a World Series. Desta vez, o shortstop Mookie Betts anunciou que não acompanhará os companheiros na cerimônia marcada para 23 de julho, tornando-se o segundo jogador do elenco a declinar do convite do presidente Donald Trump. Em declarações à imprensa, Betts, de 33 anos, insistiu que a decisão não tem cunho político, mas sim familiar: ele e a esposa acabam de ter um bebê e querem aproveitar os raros dias de folga durante a temporada.
“Não estou tentando transformar isso num grande problema. Acabamos de ter um bebê. Você não tem muitos dias de folga. Eles vão vir na viagem. Só quero ficar com a família. É basicamente isso. Mas as pessoas vão transformar em um monte de outras coisas”, disse Betts ao repórter Jack Harris. O jogador reconheceu que sua ausência será alvo de críticas independentemente do motivo: “Se eu for, as pessoas vão me odiar. Se eu não for, as pessoas vão me odiar. Então, em vez de tentar agradar todo mundo, vou pensar em mim e na minha família.”
Betts já havia visitado a Casa Branca após o título de 2024 e ressaltou que sua decisão não é um protesto. “As pessoas vão tentar me arrastar para a política só porque eu sou quem sou. São as cartas que me foram dadas. É o que é”, afirmou. Apesar de sua justificativa, o calendário levanta questionamentos: o intervalo do All-Star Game começa na segunda-feira, dando a Betts três dias de descanso antes de uma viagem para enfrentar o New York Yankees na sexta. Para alguns analistas, seria o momento ideal para cumprir o compromisso, mas Betts, que já esteve na Casa Branca em outras ocasiões, preferiu ficar em casa.
O outfielder Kiké Hernández também confirmou que não irá, embora esteja em uma designação de reabilitação enquanto o time principal estiver na Costa Leste. Hernández disse a repórteres que, mesmo se estivesse disponível, provavelmente não compareceria – uma posição interpretada como protesto contra as políticas de imigração da administração Trump. O jogador tem histórico de posições públicas sobre o tema, o que acirra ainda mais o debate em torno da visita.
A polêmica não é nova para os Dodgers. Quando venceram a World Series de 2024, o time foi alvo de críticas de jornalistas e torcedores de esquerda por aceitar o convite de Trump. Após o título de 2025, grupos pró-imigração, como a National Day Laborer Organizing Network, pediram que a franquia se posicionasse “do lado certo da história”. Colunistas do Los Angeles Times também criticaram a visita, escrevendo que “é difícil imaginar os Dodgers concordando com uma foto comemorativa com o presidente agora. Los Angeles não é apenas azul Dodgers, é azul democrata.”
Para os defensores da tradição, a visita à Casa Branca é um evento cerimonial apolítico, que celebra a conquista esportiva. O manager Dave Roberts lembrou que “você deve esperar receber esse convite toda temporada, porque significa que seu time venceu um campeonato”. Os Dodgers têm jogadores e torcedores de todos os espectros políticos – o condado de Los Angeles, embora seja um reduto democrata, também tem numericamente mais republicanos do que qualquer outro condado do país, além de uma enorme base nacional em estados como Arizona, Geórgia e Texas.
A situação expõe a dificuldade de manter o esporte fora da polarização política. Betts, ao priorizar a família, tenta se blindar, mas sabe que será julgado. “As pessoas vão tentar me arrastar para a política, só porque eu sou quem eu sou”, repetiu. Enquanto isso, o restante do elenco deve seguir viagem para Washington, em mais um capítulo da relação dos Dodgers com a Casa Branca – e com as controvérsias que a cercam.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/mookie-betts-latest-dodgers-player-skip-white-house-visit-insists-not-political.
Fonte: Fox News.
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2026-07-12 21:31:00


