
A Organização dos Estados Americanos (OEA) classificou a eleição brasileira como uma jornada cívica e pacífica e elogiou o trabalho do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos Tribunais Regionais Eleitorais, que, segundo a entidade, demonstraram “importante capacidade técnica, logística e organizacional”. A avaliação consta do relatório preliminar divulgado nesta terça-feira (6), após a atuação de 91 observadores independentes no país.
O documento também aponta pontos de atenção. A OEA relatou um “clima de tensão e forte polarização política, com uma manifesta judicialização, confrontos pessoais e narrativas de desinformação destinadas a gerar desconfiança quanto à integridade do sistema eletrônico de votação”.
Entre os avanços destacados pela missão estão a ampla participação de pesquisadores, acadêmicos e especialistas nos testes das urnas, o aumento do registro de dados biométricos para 89% desde as eleições de 2024 e a ampliação dos serviços eletrônicos disponíveis por meio da plataforma “Autoatendimento” e do aplicativo móvel e-Título.
A OEA citou ainda a ausência de um debate eleitoral entre os candidatos a presidente e vice-presidente da República, embora tenha reconhecido a realização de inúmeros debates entre candidatos a governador. O relatório menciona também a “ausência de critérios jurídicos harmonizados na Justiça Eleitoral sobre o uso da imagem real ou gerada por inteligência artificial de pessoas proibidas de participar da política, tanto na propaganda digital quanto na física”.
Análise WeekNews: O relatório da OEA reconhece a solidez técnica do sistema eleitoral brasileiro, mas chama a atenção para um ambiente político marcado por polarização e desinformação. A menção à falta de critérios harmonizados sobre o uso de imagens geradas por inteligência artificial na Justiça Eleitoral indica que esse é um ponto ainda em aberto na regulação da propaganda, o que pode ganhar relevância em disputas futuras.
Fonte: Agência Brasil.
