
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) inicia à 0h deste sábado (3) um monitoramento preventivo da rede elétrica que se estende até as 7h de segunda-feira (5), com o objetivo de assegurar o fornecimento de energia durante o primeiro turno das Eleições 2026, marcado para domingo (4). A mesma operação será repetida no segundo turno, entre os dias 24 e 26 de outubro.
Entre as medidas adotadas, o ONS solicitou que as distribuidoras de energia mantenham equipes de operação e manutenção de sobreaviso para atender emergências. O órgão também pediu que sejam suspensas manutenções programadas que envolvam corte de carga ou risco de interrupção e recomendou que o sistema elétrico opere com fluxos mais reduzidos, de modo a ampliar a segurança.
O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, afirmou que as ações buscam dar proteção adicional à rede em um momento de grande relevância para o país. “Essa atuação preventiva busca preservar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional e garantir que o fornecimento de energia ocorra com estabilidade e segurança durante todo o processo de votação”, declarou.
O plano operacional prevê ainda o intercâmbio de informações sobre o desempenho do sistema e eventuais ocorrências entre o ONS, geradores, transmissores e distribuidores de energia, além do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
Na segunda-feira (5), o ONS deve divulgar um relatório com o resumo das informações técnicas sobre o desempenho da rede durante o período, destacando os fatos relevantes registrados na operação.
A iniciativa atende à Resolução nº 001/2005 do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que determina que o ONS proponha medidas extras de segurança para garantir o suprimento de energia elétrica em eventos de grande relevância.
Análise WeekNews: A adoção do mesmo protocolo nos dois turnos indica que o ONS trata a estabilidade do sistema elétrico como condição operacional para o processo eleitoral, e não apenas como medida pontual. Na prática, a suspensão de manutenções programadas e o sobreaviso das distribuidoras reduzem a exposição da rede a falhas justamente nas datas de maior dependência do sistema, quando urnas eletrônicas e a totalização de votos dependem do fornecimento contínuo de energia.
Fonte: Agência Brasil.
