
O Partido da Causa Operária (PCO) anunciou, nesta terça-feira (18), o nome do jornalista e sindicalista Rui Costa Pimenta, de 69 anos, como seu candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A informação foi divulgada pela Agência Brasil. Natural de São Paulo, Pimenta é neto de João Jorge Costa Pimenta, um dos fundadores do Partido Comunista no Brasil, e preside a legenda desde 1995.
A chapa terá como candidato a vice-presidente o professor Antônio Carlos Silva, também filiado ao PCO. Esta será a quarta disputa presidencial de Rui Costa Pimenta, que já concorreu ao cargo em outras três ocasiões. A trajetória política do jornalista começou ainda durante a ditadura militar, em 1976, quando atuava no movimento estudantil.
Em 1980, participou do Congresso de Refundação da União Nacional dos Estudantes (UNE), realizado em Salvador, e foi diretor do Centro Acadêmico de Estudos Literários e Linguísticas da Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo (USP). No mesmo ano, integrou o grupo de fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), legenda da qual se desligou em 1992, junto com outros militantes da chamada causa operária.
Em 1985, foi eleito presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), entidade sindical de abrangência nacional. Atualmente, Pimenta edita o jornal Causa Operária e apresenta o programa Análise Política Semanal, transmitido pela internet. Em suas manifestações públicas, defende o socialismo e o comunismo como caminhos para o país.
A ruptura com o PT ocorreu em 1992, quando os militantes da corrente interna conhecida como Causa Operária decidiram seguir caminho próprio. Três anos depois, em 1995, foi lançado oficialmente o Partido da Causa Operária, que obteve registro provisório como legenda. A consolidação definitiva veio em 1996, após uma campanha nacional de filiações que garantiu o registro permanente do partido junto à Justiça Eleitoral.
A oficialização da candidatura de Rui Costa Pimenta ocorre em meio ao período de definição das chapas para o pleito de 2026. O anúncio foi feito na mesma semana em que outras siglas também confirmaram seus postulantes ao Palácio do Planalto, como o PSD, que lançou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. A propaganda eleitoral em ruas e na internet tem início previsto para o próximo domingo, conforme calendário divulgado pela Justiça Eleitoral.
Aos 69 anos, Pimenta acumula uma longa trajetória de militância política, iniciada em meados da década de 1970, em pleno regime militar. Sua atuação no movimento estudantil e sindical o levou a ocupar posições de destaque em entidades como a UNE e a CUT, além de ter participado da fundação de duas legendas: o PT e, posteriormente, o PCO.
A candidatura do PCO, no entanto, não é novidade para o eleitorado. Rui Costa Pimenta já disputou a Presidência da República em eleições anteriores, sempre defendendo pautas ligadas ao socialismo e à organização dos trabalhadores. O partido, que se define como uma legenda de esquerda revolucionária, tem como principal veículo de comunicação o jornal Causa Operária, além do programa semanal na internet.
O anúncio oficial da chapa foi feito pela Agência Brasil, que destacou o perfil do candidato e sua ligação histórica com o comunismo no país. A reportagem também lembrou que Pimenta é neto de João Jorge Costa Pimenta, um dos fundadores do Partido Comunista no Brasil, o que reforça sua herança política familiar.
Com a definição do nome do PCO, o cenário para as eleições presidenciais de 2026 ganha mais um concorrente. A campanha eleitoral, que começa oficialmente no próximo domingo, deverá ser marcada pelo confronto de projetos distintos para o país, com o PCO defendendo uma plataforma socialista e de ruptura com o sistema capitalista.
Aos 69 anos, Rui Costa Pimenta chega à disputa presidencial com a experiência de quem participou ativamente de momentos decisivos da história política brasileira recente, como a refundação da UNE e a criação do PT. Sua trajetória, marcada por rupturas e novas alianças, reflete as transformações pelas quais passou a esquerda brasileira nas últimas décadas.
O PCO, por sua vez, busca consolidar sua presença no cenário nacional, apostando na figura de seu presidente histórico para ampliar o alcance de suas propostas. A legenda, que obteve registro definitivo em 1996, tem como principal bandeira a defesa dos trabalhadores e a construção de uma sociedade socialista no Brasil.
Com a oficialização da candidatura, o partido inicia agora os preparativos para a campanha, que inclui a organização de atos, a produção de material de divulgação e a articulação com movimentos sociais. A disputa promete ser acirrada, com vários candidatos já confirmados e outros ainda em negociação.
Aos eleitores, caberá avaliar as propostas apresentadas pelas diferentes chapas e escolher, nas urnas, o próximo presidente da República. O pleito de 2026 está marcado para o mês de outubro, e a campanha oficial terá início no próximo domingo, conforme o calendário eleitoral.
A trajetória de Rui Costa Pimenta, que começou no movimento estudantil em 1976 e passou pela fundação do PT e pela criação do PCO, é um exemplo de persistência política. Agora, aos 69 anos, ele se prepara para mais uma disputa eleitoral, levando ao eleitorado a proposta de um partido que se mantém fiel às suas origens socialistas.
A oficialização da chapa do PCO foi recebida com expectativa por seus militantes, que veem na candidatura uma oportunidade de difundir suas ideias e conquistar novos adeptos. O partido, que tem atuação em diversos estados, espera ampliar sua votação em relação aos pleitos anteriores.
Com a definição dos nomes para a disputa presidencial, o cenário político se desenha para as eleições de 2026. O PCO, com Rui Costa Pimenta, se junta a outros partidos na corrida pelo Palácio do Planalto, cada um com suas propostas e visões de país. A campanha, que começa no próximo domingo, promete ser um dos momentos mais importantes da política brasileira nos próximos meses.
Fonte: Agência Brasil.
