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A vice-governadora de Minnesota, Peggy Flanagan, venceu a deputada federal Angie Craig na disputa pela indicação democrata ao Senado dos Estados Unidos, em uma vitória expressiva da ala progressista do partido. Com cerca de 20 pontos de vantagem, Flanagan garantiu a vaga na eleição geral de novembro, onde enfrentará a republicana Michele Tafoya, ex-repórter de longa data da NBC Sports. A vaga está aberta porque a senadora democrata Tina Smith anunciou que não buscará a reeleição.
A vitória de Flanagan representa o segundo grande revés para o establishment democrata em uma semana, depois que o candidato de esquerda Abdul El-Sayed derrotou a deputada moderada Haley Stevens na primária do Senado em Michigan. Ambos os resultados são vistos como um duro golpe para o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, que apoiou Craig e Stevens. A ala progressista do partido, que vem ganhando força nas primárias de 2026, celebra os resultados como uma rejeição à velha guarda.
A primária no Minnesota foi marcada por um confronto entre a esquerda e o centro, mas, segundo analistas, a disputa foi menos sobre ideologia e mais sobre renovação geracional no partido. Esse movimento ganhou força após a saída do presidente Joe Biden da corrida presidencial de 2024, em meio a questionamentos sobre sua capacidade física e mental após um desempenho desastroso no debate contra Donald Trump. A tendência deve se repetir nas próximas semanas, quando o deputado Seth Moulton, de 47 anos, desafiará o senador Ed Markey, de 80 anos, um líder progressista, na primária democrata de Massachusetts.
Enquanto isso, em Wisconsin, a disputa pela indicação democrata ao governo terminou com uma vitória apertada do establishment. O executivo do condado de Milwaukee, David Crowley, derrotou a deputada estadual Francesca Hong, uma socialista democrata, por uma margem estreita. Hong, ex-chef de cozinha e mãe solteira, é membro do Democratic Socialists of America (DSA) e contou com o apoio de progressistas nacionais, como as deputadas Ilhan Omar e Ro Khanna. No entanto, os senadores Bernie Sanders e Alexandria Ocasio-Cortez não endossaram sua candidatura.
A campanha de Hong foi marcada por controvérsias, incluindo posts antigos em redes sociais defendendo o corte de verbas e a extinção da polícia, posição que ela diz ter abandonado. Ela também enfrentou críticas por um post de 2020 em que propunha “cancelar o Dia de Ação de Graças” para “parar de celebrar o colonialismo”, comentário que ela rejeitou, afirmando que o feriado é seu “favorito”. Apesar das pesquisas indicarem uma vantagem de dois dígitos para Hong, Crowley, que havia suspendido sua campanha e apoiado a vice-governadora Sara Rodriguez, voltou à disputa e conseguiu unir o establishment em torno de sua candidatura.
Crowley contou com o apoio do atual governador democrata Tony Evers, que não buscará um terceiro mandato, e de outros líderes do partido, que alertaram que a eleição de Hong poderia beneficiar o candidato republicano Tom Tiffany. Tiffany, um membro da ala mais conservadora do Partido Republicano, venceu a primária republicana com o apoio de Trump e enfrentará Crowley na eleição geral. Super PACs republicanos, incluindo um alinhado à Associação de Governadores Republicanos, gastaram milhões de dólares para impulsionar Hong na primária, por considerarem-na a candidata mais fraca.
A vitória de Crowley foi vista como uma vitória do pragmatismo sobre o idealismo, mas a margem apertada mostrou que a esquerda democrata segue forte. Em Minnesota, a vitória de Flanagan pode ter implicações para a eleição geral: há 24 anos um republicano não vence uma eleição para o Senado no estado, mas a escolha de uma candidata progressista pode aumentar as chances de Tafoya em um estado competitivo. Flanagan, que foi apoiada por Sanders e pela senadora Elizabeth Warren, terá que conquistar eleitores moderados para manter a cadeira no partido.
As primárias de terça-feira também testaram o poder de endosso de Donald Trump em vários estados. Na Carolina do Sul, a senadora nomeada Darline Graham, que recebeu o apoio do ex-presidente, liderou a primária republicana especial para o Senado, mas não alcançou os 50% necessários para evitar um segundo turno. Ela enfrentará o deputado Ralph Norman, que ficou em segundo lugar, em duas semanas. Graham busca suceder seu irmão, o falecido senador Lindsey Graham, que morreu subitamente aos 71 anos. Em seu discurso, Graham agradeceu a Trump e prometeu lutar por sua agenda.
No entanto, o endosso de Trump não tem sido uma aposta segura. Na Carolina do Sul, ele apoiou a vice-governadora Pamela Evette na primária para o governo, mas ela perdeu o segundo turno para o procurador-geral Alan Wilson. Em Minnesota, o aliado de Trump, Mike Lindell, fundador da MyPillow, perdeu a primária republicana para o governo para a presidente da Câmara estadual, Lisa Demuth. Esses resultados mostram que, embora Trump ainda exerça grande influência sobre o Partido Republicano, suas escolhas nem sempre garantem a vitória.
As primárias de terça-feira em Minnesota, Wisconsin, Connecticut, Vermont, Carolina do Sul e Alabama também tiveram outros desdobramentos. No Wisconsin, a deputada estadual Francesca Hong, que havia sido apoiada por progressistas, mas não por Sanders e Ocasio-Cortez, viu sua campanha ser prejudicada por controvérsias e pela intervenção de super PACs republicanos. Apesar da derrota, Hong prometeu continuar lutando por suas ideias, incluindo licença remunerada garantida, aumento do salário mínimo para US$ 20 por hora e uma moratória de um ano na construção de centros de dados de IA no estado.
O resultado das primárias desta semana deve intensificar o debate sobre o futuro do Partido Democrata, dividido entre a ala progressista, que ganhou força com as vitórias de El-Sayed e Flanagan, e o establishment, que busca manter o controle do partido. A disputa entre Moulton e Markey em Massachusetts será um novo teste para essa divisão, e os resultados podem influenciar a estratégia do partido para as eleições de meio de mandato e para a corrida presidencial de 2028.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/politics/primary-takeaways-dems-left-center-battle-intensifies-schumer-takes-another-hit-split-decision-trump.
Fonte: Fox News.
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2026-08-12 02:00:00

