
A Petrobras firmou um contrato de longo prazo para a compra de Gás Natural Liquefeito (GNL) dos Estados Unidos com duração de 22 anos. O anúncio foi feito pela estatal nesta terça-feira (29) e representa o segundo acordo do tipo assinado pela companhia em cerca de um mês.
A fornecedora é a Cheniere Marketing, subsidiária da Cheniere Energy, apontada como a principal produtora e exportadora de GNL dos Estados Unidos. Pelo contrato, a Petrobras comprará 800 mil toneladas de GNL por ano.
O GNL é o gás submetido a resfriamento até se tornar líquido, o que reduz seu volume em 600 vezes e permite o transporte por navios, sem a necessidade de gasodutos que liguem comprador e vendedor.
Segundo a Petrobras, a contratação de volumes de longo prazo faz parte da estratégia de diminuir a exposição à volatilidade do mercado spot de GNL, modalidade de compra e venda para entrega de curto prazo e mais sujeita a variações de preço provocadas por diferentes conjunturas. A estatal afirma ainda que o acordo “fortalece a gestão de riscos do portfólio de gás natural e amplia a flexibilidade e segurança para atender aos contratos”.
No Brasil, o gás natural é usado como combustível para termelétricas, residências e indústrias, que também podem empregá-lo como matéria-prima.
A Cheniere Energy possui um dos maiores portfólios de liquefação do mundo, formado pelos terminais de Sabine Pass e Corpus Christi, localizados nos estados da Luisiana e do Texas.
No fim de agosto, a Petrobras já havia assinado outro contrato de compra de longo prazo de GNL, desta vez com a Sempra Infrastructure. O acordo prevê 800 mil toneladas anuais durante 20 anos, a partir do Terminal de Liquefação de GNL de Port Arthur, no Texas.
Análise WeekNews: os dois contratos somados indicam uma opção da Petrobras por volumes anuais idênticos de GNL — 800 mil toneladas — em acordos de duas décadas ou mais, o que na prática reduz a dependência de compras pontuais no mercado spot. A diferença de prazo entre os contratos, de 20 e 22 anos, e a escolha de duas fornecedoras distintas sugerem uma diversificação de origens dentro do mercado americano, principal exportador da commodity.
Fonte: Agência Brasil.
