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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, descartou neste domingo, dia do primeiro turno das eleições, o risco de ataques à embaixada dos Estados Unidos ou a qualquer outra representação diplomática no país. A declaração foi feita durante visita ao Centro de Divulgações das Eleições, em Brasília.
Segundo Rodrigues, a operação de busca e apreensão realizada na sexta-feira contra suspeitos de planejar ações contra a embaixada norte-americana não encontrou nenhuma ação concreta. Ainda assim, o inquérito foi instaurado a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).
O caso ganhou repercussão depois que, na quinta-feira, as embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália anunciaram a suspensão dos serviços consulares nas vésperas das eleições, alegando medidas de segurança.
Ao fazer um balanço da atuação da PF no pleito, Andrei Rodrigues afirmou que a corporação mantém um planejamento e uma operação voltados à segurança das eleições. “Nós temos um planejamento e uma operação voltada à segurança das eleições. Seja na questão da segurança dos candidatos à Presidência da República, seja na garantia da segurança, propriamente, do processo eleitoral. E também na prevenção para que o crime organizado e as milícias não se infiltrem no processo eleitoral de alguma maneira”, declarou.
De acordo com o diretor-geral, mais de 2,2 mil inquéritos policiais já foram instaurados por crimes eleitorais. Somente neste domingo, mais de R$ 350 mil foram apreendidos, sendo R$ 300 mil apenas em Roraima. Rodrigues classificou o valor como um recorde e afirmou que ele teria vinculação com o processo eleitoral. O caso será investigado.
Análise WeekNews: O balanço apresentado pela PF no dia da votação combina duas frentes distintas. De um lado, o descarte de risco imediato às representações diplomáticas, ainda que o inquérito sobre o planejamento siga em apuração a pedido da AGU. De outro, os números de inquéritos e de apreensões indicam que a corporação trata a infiltração do crime organizado no processo eleitoral como uma preocupação concreta, e não apenas preventiva. A suspensão dos serviços consulares por dois países antes do pleito, mesmo sem confirmação de ameaça concreta, mostra como alertas de segurança podem produzir efeitos práticos sobre a rotina diplomática durante o período eleitoral.
Fonte: Agência Brasil.
