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A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (15) o deputado estadual eleito Márcio Canella, do União, e o ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Marcus Amin. As prisões ocorreram na oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio e a conexão de agentes públicos com criminosos que atuam no estado. Outros quatro alvos de mandados de prisão já estavam detidos.
Canella foi o segundo deputado estadual mais votado nas eleições deste ano e vai para o 4º mandato. Em junho, ele já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão na 6ª fase da mesma operação, quando acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma após os agentes federais encontrarem um fuzil no carro dele. Ele foi solto ao comprovar que a arma pertencia a um policial militar que fazia sua segurança.
Na ação desta quinta-feira, os policiais federais cumprem ainda 16 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.
A Justiça determinou também o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro. Desse total, 96 são postos de combustíveis que estariam sendo usados para legalizar recursos de origem criminosa.
De acordo com as investigações da PF, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência Financeira do Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, enviado à Polícia Federal.
Além do crime de organização criminosa armada, os investigados responderão por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.
Fonte: Agência Brasil.
