Pink rebate críticas e explica repúdio a performance pró-Palestina de Macklemore

Pink rebate críticas e explica repúdio a performance pró-Palestina de Macklemore
Fonte da imagem: Fox News (John Nacion/Variety via Getty Images; Kristy Sparow/Getty Images)

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A cantora Pink se manifestou publicamente, em 11 de setembro, sobre a polêmica envolvendo a apresentação de Macklemore no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. Em um texto publicado no Instagram, ela explicou os motivos que a levaram a repostar um vídeo crítico à performance do colega e rebateu as reações que recebeu na última semana.

O episódio começou em 4 de setembro, quando Macklemore abriu o show de Ed Sheeran no estádio e cantou sua música contrária a Israel, “Hind’s Hall”. Durante a apresentação, ele entoou repetidamente o coro “Free Palestine” enquanto um telão exibia imagens da guerra em Gaza. A performance gerou insatisfação entre parte do público. Uma página no Instagram chamada “Stop Antisemitism” publicou um vídeo classificando a atitude como “horrível”. Pink compartilhou esse vídeo em seus stories, o que desencadeou uma nova onda de críticas contra ela, com acusações de que estaria alinhada a posições pró-Israel.

Macklemore stands onstage during a concert
Fonte da imagem: Fox News (John Nacion/Variety via Getty Images; Kristy Sparow/Getty Images)

Na declaração, Pink afirmou que ficou em silêncio por uma semana, o que, segundo ela, não é seu costume. Explicou que o vídeo que repostou continha palavras que ela não escreveu e que não teria escolhido todas. “Um repost não é uma declaração”, escreveu. “Prefiro ser contestada pelo que eu realmente disse do que ser odiada pelo que outra pessoa escreveu, então deixem-me dizer.”

A cantora declarou que nasceu judia, que não escolheu isso e nunca escondeu sua origem. Segundo ela, muitas pessoas decidiram o que ela acredita sem perguntar, sem verificar nada do que já disse ou fez. “É claro que não falo por Israel nem por nenhum governo. Nunca falei”, afirmou. Ela reiterou posições que diz manter desde outubro de 2023: o Hamas é uma organização terrorista; os palestinos merecem um futuro que honre sua humanidade e suas aspirações; e a proteção da vida inocente vem em primeiro lugar, em todos os lugares, e ninguém deveria celebrar a morte de uma criança, de qualquer criança.

Pink citou seu trabalho com o UNICEF ao longo dos anos, ao lado de crianças “dos dois lados daquela cerca”, e disse que não vai debater uma guerra complexa em uma legenda de Instagram nem repetir slogans para reconquistar seguidores. Ela explicou que sua reação foi direcionada a Macklemore. Lembrou que ele cantou “Same Love” no Grammy de 2014 e que ela apoiou a mensagem, mas que, quatro meses depois, ele apareceu com um nariz adunco, barba preta e corte tigelinha, e chamou aquilo de “fantasia aleatória”. “Todo judeu que conheço entendeu exatamente o que era. O mesmo amor, descobriu-se, tinha uma lista de convidados, e não estávamos nela. Mas ele pediu desculpas, e eu deixei passar, porque é o que fazemos. Deixamos passar”, escreveu.

Sobre o show no MetLife, Pink disse que Macklemore se apresentou diante de um estádio cheio de famílias amantes de música, com imagens violentas de uma guerra nas telas, dedicou uma música ao movimento de sua escolha e depois pegou o microfone para dizer a todos os judeus no estádio que não era sobre eles. “Você não pode decidir isso por nós”, afirmou.

A cantora ressaltou que seu repost não foi motivado pelo slogan “Free Palestine” nem pelo direito de dizê-lo. “Nunca pedi que outro artista fosse silenciado e não estou pedindo agora. Não preciso que ninguém seja demitido e não preciso de reembolso. O que preciso é poder dizer, como mãe judia, que aquilo me assustou e assustou pessoas que amo, sem que me digam que nosso medo é apenas propaganda”, escreveu.

Ela mencionou sua música de protesto “Dear Mr. President”, composta em 2006 em resposta à Guerra do Iraque, como exemplo de que sempre defendeu suas convicções. “Defendi o povo dos outros durante toda a minha carreira e sei exatamente quanto isso custa. Agora estou defendendo meu próprio povo, e achei que sabia o quão solitário seria. É mais solitário do que isso. Mas vou fazer mesmo assim”, disse.

Pink também comentou o que descreveu como uma mudança no país, perceptível nos comentários que recebe. Ela citou o uso de expressões como “do rio ao mar” e “sionista” como insulto, por pessoas que, segundo ela, não saberiam detalhar o que ela acredita porque ela ainda não havia dito. “Não me perguntaram. Me disseram”, escreveu. Para ela, a maioria não odeia judeus, mas recebeu uma narrativa na qual o judeu que não pede desculpas por existir deve ser o vilão.

A cantora encerrou a publicação mencionando o aniversário dos ataques de 11 de setembro e o Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico. Disse que iria preparar o jantar dos filhos, acender as velas, mergulhar maçãs no mel, beber uma taça de vinho e agradecer. “Shana tova”, concluiu.

Após a repercussão negativa inicial, Macklemore publicou um vídeo no Instagram no qual aparece falando no palco. Ele explicou que um dos motivos de ter escolhido fazer a turnê com Ed Sheeran era poder dizer “Free Palestine” diante de uma grande plateia. Na legenda, escreveu: “Querer que todos os seres humanos sejam tratados como iguais nunca deveria ser polêmico”.

Análise WeekNews: A declaração de Pink expõe uma disputa pública sobre os limites da manifestação política em shows e sobre como o público interpreta o silêncio ou o posicionamento de artistas. Ao distinguir sua crítica à performance de Macklemore de uma suposta oposição ao direito de expressão, a cantora tenta separar a rejeição ao conteúdo exibido no palco da defesa de liberdade de fala — uma linha que, na prática, segue sendo contestada por parte do público. O episódio também evidencia como publicações em redes sociais, mesmo sem texto próprio, são lidas como tomada de posição, o que aumenta a pressão sobre artistas para que expliquem suas convicções de forma detalhada.

Leia mais aqui em inglês: https://a57.foxnews.com/static.foxnews.com/foxnews.com/content/uploads/2023/10/686/384/pink.jpg?ve=1&tl=1.

Fonte: Fox News.

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2026-09-12 17:03:00

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