
World Soccer Talk.
O presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia, deixou clara a sua posição sobre o futuro do técnico Lionel Scaloni: ele é o “plano A, B e C” da seleção argentina para o ciclo que culmina na Copa do Mundo de 2030. A declaração foi dada em entrevista ao canal TyC Sports, em meio às especulações sobre a continuidade do treinador, cujo contrato se encerra no fim deste ano.
Scaloni, que comanda a Albiceleste desde 2018, vive um momento de indefinição após a derrota na final da Copa do Mundo de 2026. Na ocasião, o treinador emocionou-se em entrevista coletiva, chegando a interrompê-la por não conter as lágrimas, e colocou em dúvida a sua permanência no cargo. A seleção argentina, que contou com um dos elencos mais experientes do torneio, enfrenta agora um processo de renovação, e a AFA quer que Scaloni lidere essa transição.
Em sua fala ao TyC Sports, Tapia demonstrou confiança na permanência do treinador e revelou que as conversas estão avançadas. “Sem dúvida, quero que ele fique, todos queremos que ele fique. Conversamos, e ele mesmo também expressou que as conversas estavam muito avançadas. Sou um cara grato, e por isso acho que temos que deixá-lo meditar, tomar a decisão certa, e temos que respeitá-la”, afirmou o dirigente.
Tapia também destacou que dará total autonomia a Scaloni para avaliar o seu futuro, sem pressões. “Não posso manter o ‘Gringo’ acorrentado se ele sente que não tem vontade ou não tem uma projeção melhor. Quero que ele esteja bem, e todos devemos querer o mesmo, mesmo que nos doa”, acrescentou.
A confiança da AFA em Scaloni não é à toa. Desde a estreia no comando da seleção, em amistoso contra a Guatemala, em 2018, o treinador acumula mais de 75 vitórias e apenas nove derrotas, conquistando dois títulos da Copa América, uma Finalissima e a Copa do Mundo de 2022. Com a mira nos próximos desafios, a Copa América de 2028 e o Mundial de 2030, os dirigentes argentinos não cogitam outro nome para o cargo.
Quando questionado se a federação teria um plano B caso Scaloni decidisse sair, Tapia foi enfático: “Não, meu plano A, B e C é Scaloni”. A declaração reforça a importância do treinador no projeto da seleção argentina.
A pressão emocional de comandar a seleção argentina foi evidenciada nas palavras do próprio Scaloni após a derrota na final da Copa de 2026. Ele mencionou a dificuldade de reconstruir o grupo, dizendo que seria preciso “construir um grupo como este de novo… que será difícil de replicar. E isso me dói na alma”.
Apesar do desgaste, um fator pode pesar a favor da permanência do treinador: o apoio da família. De acordo com o jornalista Rodolfo Cingolani, do TyC Sports, que conduziu a entrevista com Tapia, ele soube em conversa off the record que a esposa de Scaloni, Elisa Montero, apoia fortemente a continuação do marido no comando da seleção. A família vive em Mallorca, na Espanha, e Montero acredita que a alegria que o cargo proporciona a Scaloni, aliada à sua equipe de confiança, faz com que permanecer no comando seja o caminho certo.
A decisão final, no entanto, cabe a Scaloni, que deve anunciar nos próximos meses se seguirá à frente da Albiceleste. Enquanto isso, a AFA aguarda, na expectativa de que o “plano A, B e C” continue sendo o arquiteto do futuro da seleção argentina.
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Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-08-06 23:12:00
