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Promotores do estado da Carolina do Sul rejeitaram as alegações da defesa de Alex Murdaugh de que o estado teria retido provas cruas extraídas de celulares no caso que levou à condenação pelo assassinato de sua esposa, Maggie, e de seu filho, Paul, em 2021. Em documento protocolado nesta terça-feira, o Ministério Público classificou a versão da defesa como “falsa”, “fabricada” e contradita pelos próprios e-mails da equipe de defesa.
A resposta do estado rebate uma moção apresentada pela defesa de Murdaugh em setembro, na qual os advogados afirmaram nunca ter recebido arquivos de extração, arquivos de keychain e registros de extração dos smartphones apreendidos. Segundo os promotores, porém, a defesa já teve acesso a esse material — em alguns casos, mais de uma vez.
Para sustentar a posição, o estado divulgou 40 páginas de e-mails, capturas de tela de pastas de arquivos e recibos assinados de entrega de provas, que abrangem o período entre o fim de 2022 e o início de 2023. Os registros judiciais indicam que investigadores do South Carolina Law Enforcement Division (SLED) forneceram extrações brutas completas e sem tarjas, registros de senhas, arquivos de keychain e relatórios a especialistas da defesa já em outubro e novembro de 2022.
Os promotores também apresentaram e-mails de 20 de janeiro de 2023 — três dias antes do início da seleção do júri no primeiro julgamento — nos quais a própria equipe de defesa pede uma cópia duplicada da extração do telefone de Murdaugh, alegando ter perdido o original. No documento, o estado afirma que enviará novamente as provas do celular à defesa caso os advogados tenham “de alguma forma errado ou perdido suas cópias outra vez”.
Murdaugh foi condenado em março de 2023 pelos assassinatos de Maggie e Paul, ocorridos em 2021, e sentenciado a duas penas de prisão perpétua. A condenação foi anulada em maio de 2026, depois que a Suprema Corte da Carolina do Sul concluiu que a então escrivã do Tribunal do Condado de Colleton, Rebecca “Becky” Hill, influenciou indevidamente os jurados. Um novo julgamento está marcado para abril de 2027, em condado vizinho, por determinação judicial.
A defesa de Murdaugh também alegou, em petição anterior, que promotores teriam omitido a declaração de uma testemunha segundo a qual o chefe de polícia teria manuseado as armas do crime. A equipe de defesa afirmou ainda que detetives encontraram DNA masculino sob as unhas da vítima, mas deixaram de realizar testes considerados essenciais. Essas alegações integram o conjunto de questionamentos levantados pela defesa no processo.
O estado não comentou as demais acusações da defesa no documento desta terça-feira, limitando-se a contestar a alegação sobre as provas de celular. A reportagem procurou a equipe de defesa de Murdaugh para comentar, mas não obteve resposta até a publicação.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/us/alex-murdaugh-prosecutors-torch-manufactured-cellphone-claim-glad-offer-evidence-2tb-drive.
Fonte: Fox News.
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2026-10-07 08:00:00

