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Uma proposta para corrigir o déficit do sistema de Previdência Social dos Estados Unidos sugere três mudanças estruturais: elevar o teto salarial sobre o qual incidem as contribuições, aumentar gradualmente a alíquota paga pelos trabalhadores e adiar a idade de aposentadoria plena para quem nasceu depois de 1990.
O ponto de partida é um diagnóstico que contraria o discurso alarmista recorrente. O sistema não vai amanhecer com saldo zero: mesmo que as reservas do fundo se esgotem, milhões de trabalhadores continuarão pagando a contribuição a cada folha de pagamento. O problema é que essa arrecadação não será suficiente para cobrir 100% dos benefícios previstos.
A primeira medida proposta é elevar o teto de contribuição para US$ 400 mil. Hoje, o desconto de 6,2% pago pelo empregado e a mesma alíquota paga pelo empregador param quando o salário atinge US$ 184,5 mil. Na prática, quem ganha US$ 100 mil contribui sobre cada dólar, enquanto quem ganha US$ 1 milhão deixa de contribuir a partir do teto. Com o novo limite, um trabalhador que recebe US$ 400 mil teria mais US$ 215,5 mil de salário expostos à contribuição. Considerando a alíquota combinada de 12,4%, isso representaria até US$ 26.722 adicionais por ano entrando no sistema, somando empregado e empregador. Dependendo de como o Congresso estruturasse a mudança, a estimativa é de mais de US$ 1 trilhão em receita adicional ao longo de uma década.
A segunda proposta é aumentar a alíquota paga pelo trabalhador de 6,2% para 7,2% ao longo de dez anos, em incrementos de 0,1 ponto percentual por ano. Os empregadores teriam aumento correspondente. Para quem ganha US$ 75 mil, o primeiro reajuste representaria cerca de US$ 75 no ano; ao fim do período, o acréscimo anual seria de aproximadamente US$ 750, considerando a renda atual.
A terceira mudança trata da idade de aposentadoria. Hoje, a idade plena é 67 anos para quem nasceu em 1960 ou depois. A proposta não altera as regras para quem tem 62 anos e planejou a vida em torno dos 67. Em vez disso, estabelece um corte: para nascidos após 1990, a idade plena subiria gradualmente até 70 anos. Quem nasceu em 1991 completa 35 anos em 2025 e teria décadas para se planejar.
O texto reconhece o impasse político: republicanos resistem a aumentos de impostos, democratas a cortes de benefícios, trabalhadores e empregadores não querem pagar mais, e ninguém quer ouvir que vai trabalhar até os 70. A justificativa é que existem apenas três alavancas para corrigir o sistema — taxar mais renda, arrecadar mais ou reduzir benefícios futuros — e a proposta combina as três.
Análise WeekNews: A proposta parte de uma premissa que costuma ser omitida no debate público: mesmo com o esgotamento das reservas, a Previdência não zera, porque a arrecadação sobre a folha continua. O diagnóstico apresentado desloca a discussão do risco de colapso para o déficit de cobertura. Ao concentrar o esforço em três frentes simultâneas — teto, alíquota e idade —, o texto admite que nenhuma delas isoladamente resolve o problema. A resistência esperada de todos os lados envolvidos sugere que o custo político da solução é proporcional à demora em adotá-la.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/way-fix-social-security-solution-might-surprise-you.
Fonte: Fox News.
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2026-09-18 08:00:00


