
World Soccer Talk.
A Espanha conquistou o bicampeonato mundial ao vencer a Argentina por 1 a 0 na final da Copa do Mundo de 2026, realizada na América do Norte. Após o apito final, o ex-zagueiro Carles Puyol, ídolo da seleção espanhola e campeão em 2010, fez uma análise direta sobre a campanha argentina: segundo ele, a Albiceleste só chegou à decisão por causa de Lionel Messi.
Em entrevista à DAZN, Puyol destacou o peso do ex-companheiro de Barcelona na trajetória da Argentina no torneio. “Se esta Argentina chegou à final, é graças ao Messi. Não quero falar sobre Copas anteriores, mas nesta eles se agarraram ao Messi e ele os carregou até a final. Não foi suficiente para se tornarem campeões, mas tiro o chapéu para ele”, declarou o ex-defensor.
A declaração de Puyol reflete o que os números mostram: Messi foi o motor estatístico da Argentina durante toda a competição. O atacante do Inter Miami liderou a equipe em praticamente todos os principais indicadores ofensivos, com 8 gols, 4 assistências, 4,4 finalizações por jogo, 2,3 finalizações no alvo por partida, 8 grandes chances criadas, 3,3 passes decisivos por jogo e 3,5 dribles bem-sucedidos por partida.
Curiosamente, Messi também foi o jogador que mais perdeu a posse de bola, com 19,4 desarmes sofridos por partida. Para Puyol e para a análise da campanha, esse número não representa um defeito, mas sim a prova de como o ataque argentino passava inteiramente pelo seu capitão. Messi assumiu esse fardo e, repetidamente, criou jogadas de gol onde parecia não haver espaço.
Apesar do protagonismo de Messi, a final expôs a fragilidade do restante do elenco. A Espanha, com seu estilo de posse de bola, neutralizou completamente o ataque argentino e não permitiu uma única finalização no gol durante os 120 minutos. O feito surpreendeu porque a Argentina chegou à decisão como uma das equipes mais goleadoras do torneio, com 19 gols, atrás apenas de França e Inglaterra, que marcaram 20 cada — embora os ingleses tenham inflado seus números na disputa pelo terceiro lugar, vencida por 6 a 4.
Jogadores como Julián Álvarez, Lautaro Martínez, Enzo Fernández e Cristian Romero tiveram momentos decisivos nas fases eliminatórias, mas foi Messi quem sustentou a campanha do início ao fim. Puyol, que viu Messi evoluir de adolescente prodígio no Barcelona a superstar global, fez questão de prestar uma homenagem ao ex-companheiro. “Serei eternamente grato a Leo Messi por tudo o que nos deu como companheiro e também por tudo o que deu ao futebol. Sempre vou desejar o melhor a ele”, concluiu o ex-zagueiro.
A derrota na final escancarou a dependência da Argentina em relação ao seu camisa 10. Aos 39 anos, Messi entregou mais uma campanha de alto nível, mas não foi o suficiente para compensar um time que, nas palavras de Puyol, se agarrou a ele e foi carregado até a decisão.
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Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-07-21 18:17:00
