
World Soccer Talk.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou a nova numeração da Seleção para os próximos amistosos contra Austrália e Índia, e a principal mudança está na camisa 10: Raphinha, do Barcelona, assume o número que pertenceu a Neymar durante quatro Copas do Mundo. A alteração marca o início de um novo ciclo da equipe sob o comando de Carlo Ancelotti, após a aposentadoria internacional de Neymar depois da Copa do Mundo de 2026.
Raphinha não é novato no número. Ele já havia vestido a camisa 10 durante a campanha de qualificação para o Mundial de 2026, quando Neymar estava indisponível. No próprio torneio, porém, o atacante atuou com a 11. Agora, a CBF promove a mudança de forma permanente no novo ciclo internacional.
A camisa 10 da Seleção carrega uma linhagem que inclui Pelé, Rivelino, Zico, Rai, Rivaldo, Ronaldinho, Kaká e Neymar em grandes torneios internacionais. Pelé transformou o número em símbolo global na Copa de 1958, quando um adolescente vestiu a 10 após a distribuição de numeração da Fifa, venceu o torneio e depois levantou mais dois títulos mundiais. Rivaldo usou a camisa no título de 2002, enquanto Ronaldinho e Kaká a carregaram em 2006 e 2010, respectivamente.
Neymar fez do número uma marca de sua trajetória. Ele vestiu a 10 nas Copas de 2014, 2018, 2022 e 2026, tornando-se um dos poucos brasileiros a carregar o número em múltiplos torneios. Com 80 gols, é o maior artilheiro da história da Seleção. Sua saída deixa para Raphinha mais do que uma camisa: herda uma expectativa construída por décadas.
A mudança de numeração não é isolada. Ancelotti também reorganizou outras peças do elenco: Endrick assume a camisa 9 que era de Matheus Cunha, Estevão fica com a 11, Vinicius Junior mantém a 7, Bruno Guimarães segue com a 8 e Douglas Santos passa a usar a 6.
Para Raphinha, o desafio é construir uma identidade própria sem tentar reproduzir Neymar. O atacante do Barcelona já se firmou como peça importante do setor ofensivo da Seleção, e a nova camisa adiciona uma camada extra de responsabilidade ao seu papel.
Análise WeekNews: A troca de numeração confirma uma transição já em curso na Seleção. Raphinha havia usado a 10 nas Eliminatórias e agora recebe o número em definitivo, o que indica continuidade de sua importância no ataque. A camisa, no entanto, carrega um peso histórico que vai além da função tática: ao assumi-la, o jogador passa a ser associado a uma linhagem que inclui alguns dos maiores nomes do futebol brasileiro. A decisão de Ancelotti de mexer em várias posições ao mesmo tempo sugere uma reorganização mais ampla do elenco para o novo ciclo.
Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/news/neymars-brazil-no-10-era-ends-as-raphinha-inherits-iconic-shirt-once-owned-by-pele-kaka-and-ronaldinho-who-else-has-worn-it/.
Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-09-25 14:10:00
