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Um relatório do Instituto Judeu para Assuntos de Segurança Nacional (JINSA) documentou como o Catar utiliza recursos financeiros para influenciar universidades americanas, segundo o material divulgado em junho. Dados do Departamento de Educação dos Estados Unidos mostram que fontes estrangeiras enviaram US$ 67,6 bilhões a universidades americanas desde 1986, sendo o Catar o maior doador, com US$ 7,7 bilhões investidos.
O texto do JINSA sustenta que o Catar apresenta seus investimentos como iniciativa filantrópica voltada à excelência acadêmica americana no exterior, financiada não pelo governo catariano, mas pela Fundação Catar, entidade não governamental. O instituto argumenta que “um Estado que não permite aos próprios cidadãos as liberdades civis que financia uma universidade americana a defender nos Estados Unidos não está engajado em filantropia de direitos humanos”, mas sim comprando o vocabulário institucional e o prestígio acadêmico dos direitos civis americanos para empregá-los a serviço de uma categoria política alinhada a seus objetivos de política externa.
O material também recorda que o Catar abriga a liderança do Hamas desde 2012. Investigações realizadas no primeiro mandato do presidente Donald Trump pressionaram universidades a revelar mais de US$ 6,5 bilhões em dinheiro estrangeiro que não haviam reportado.
O relatório é divulgado em meio a um debate sobre o financiamento externo do ensino superior americano. O texto cita que Harvard recebeu US$ 4,2 bilhões em fundos estrangeiros entre 1986 e 2025. O secretário de Estado, Marco Rubio, advertiu estudantes estrangeiros com visto: “Demos a você um visto para vir estudar e obter um diploma, não para se tornar um ativista social.”
A publicação também menciona episódios ocorridos em campi após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, que matou mais de 1.200 israelenses e levou 251 pessoas como reféns a Gaza. Segundo o material, 34 grupos de Harvard responsabilizaram Israel “inteiramente” pela morte de seu próprio povo antes que os corpos fossem contados, um professor da Universidade Cornell disse em um comício que o ataque foi “exultante” e “energizante”, e a Columbia University Apartheid Divest publicou “Viva a intifada global!”. O texto afirma que nenhuma dessas escolas considerou a expulsão dos envolvidos.
O autor do material, que se apresenta como alguém que fugiu do Irã aos 6 anos e chegou aos Estados Unidos sem falar inglês, defende que as universidades deveriam recusar recursos de países que financiam organizações terroristas e tratar o elogio ao terror com a mesma severidade aplicada a fraudes em exames. Ele argumenta que a Primeira Emenda protege o direito de expressão, mas que uma universidade privada também tem o direito de definir que elogiar terroristas é incompatível com sua cultura de campus.
Análise WeekNews: O volume de recursos estrangeiros nas universidades americanas, com o Catar na liderança, transforma o financiamento acadêmico em tema de política externa e de segurança nacional. O relatório do JINSA não apresenta conclusões sobre consequências práticas, mas insere o debate sobre transparência e influência externa no mesmo contexto dos episódios de protestos pró-Palestina registrados em campi após outubro de 2023.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/iranian-refugee-warning-american-universities-embracing-foreign-funding-radicalism.
Fonte: Fox News.
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2026-11-08 12:47:00
