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Um novo relatório da Liga Antidifamação (ADL) revela que educadores judeus enfrentam antissemitismo generalizado dentro dos sindicatos de professores nos Estados Unidos. A pesquisa, que ouviu 307 membros judeus de sindicatos, mostra que muitos deles se censuram e estão decepcionados com a forma como as entidades lidam com reclamações sobre discriminação.
O CEO da ADL, Jonathan Greenblatt, classificou a situação como uma “falha estrutural e cultural”, afirmando que os educadores judeus merecem se sentir seguros e protegidos em seus sindicatos, mas, em vez disso, temem represálias ao levantar preocupações. Greenblatt também destacou uma “tendência perigosa de antissemitismo institucionalizado”.
Entre os principais achados, 70% dos entrevistados concordaram que abordar o tratamento de judeus nos espaços sindicais poderia trazer consequências profissionais ou de reputação. Além disso, 73,6% disseram que precisam se censurar, e 47,6% reduziram a participação em atividades sindicais devido a discursos ou comportamentos hostis contra judeus, sionismo ou Israel.
Um dos entrevistados relatou que a liderança sindical “trabalha ativamente contra” judeus e sionistas, promovendo currículos anti-Israel e distribuindo materiais que elogiavam o ataque de 7 de outubro. Outro afirmou que sua esposa foi “intimidada fisicamente” em um evento do sindicato e atacada publicamente nas redes sociais por líderes da entidade.
Mais de 70% dos participantes disseram que as declarações sindicais sobre a guerra entre Israel e Hamas não condenaram o grupo terrorista nem as atrocidades do massacre. Cerca de 52% testemunharam a minimização ou negação das atrocidades de 7 de outubro, e quase 49% ouviram o termo “sionismo” usado de forma pejorativa no último ano.
Entre os que levaram preocupações à liderança sindical, 69% não ficaram satisfeitos com a resposta. Um dos pedidos mais frequentes foi por condenações explícitas de ameaças e assédio contra judeus. Um entrevistado descreveu um clima de medo: “Educadores judeus se esconderam. Eles não admitem ser judeus nem usam roupas ou joias que os identifiquem. Ainda nos dizem para não falar”.
A presidente da Federação Americana de Professores (AFT), Randi Weingarten, reconheceu que nenhuma instituição está imune ao antissemitismo e afirmou que a entidade trabalha para resolver as questões levantadas. Ela destacou parcerias com o Conselho Judaico para Assuntos Públicas em treinamentos e recursos para combater o ódio. A Associação Nacional de Educação (NEA) também se manifestou, afirmando que se opõe firmemente ao antissemitismo e que leva as preocupações dos membros judeus a sério, citando workshops e treinamentos sobre o tema.
Sydney Altfield, CEO da Teach Coalition, que defende escolas judaicas, disse que os sindicatos deveriam ser “lares para todos” e que, se os membros apontam a liderança como fonte do problema, é necessário mudar a liderança. “Se o topo não vive e respira um lugar seguro para os judeus, isso nunca vai chegar até a base”, afirmou.
O relatório surge em um momento de aumento histórico do antissemitismo nos EUA. Em 2025, a ADL registrou 6.274 incidentes, uma média de cerca de 17 por dia, incluindo 203 agressões, 4.003 casos de assédio e 2.068 atos de vandalismo. A pesquisa abrangeu professores de 24 estados, com maior representação da Califórnia, Massachusetts e Nova York, e quase 99% dos entrevistados trabalham em escolas públicas.
Análise WeekNews: O relatório da ADL indica um problema estrutural nos sindicatos de professores, não apenas casos isolados. A alta taxa de autocensura e a insatisfação com as lideranças sugerem que as entidades, que deveriam proteger todos os educadores, têm falhado em garantir um ambiente seguro para membros judeus. A resposta das principais federações, reconhecendo o problema e propondo ações, pode indicar um primeiro passo, mas a mudança efetiva dependerá de medidas concretas e da disposição das lideranças em enfrentar o antissemitismo internamente.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/media/jewish-educators-face-rampant-antisemitism-teachers-unions-new-report-finds.
Fonte: Fox News.
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2026-08-28 19:00:00


