
Latest & Breaking News on Fox News.
Eric Barrett, roadie e amigo de Jimi Hendrix entre 1968 e 1970, lançou o livro de memórias “Experienced: On the Road with Jimi Hendrix and Beyond”, no qual relembra o último show oficial do guitarrista, marcado por violência e descontrole. O concerto ocorreu na ilha de Fehmarn, na Alemanha, onde membros do Hells Angels assumiram o controle do evento. “Não havia controle. Era um lugar assustador”, disse Barrett à Fox News Digital. Segundo ele, os motociclistas não queriam que a banda deixasse a ilha e a situação se tornou violenta.
No dia seguinte, Hendrix subiu ao palco e foi vaiado pelo público hostil. O músico respondeu com ironia: “Não dou a mínima se vaiam, desde que vaiem no tom, seus filhos da mãe”. Após a apresentação, Barrett viu um Hells Angel prestes a atacar o tour manager Gerry Stickells com um cassetete. Ele interveio e levou o golpe no braço. Hendrix, ao ver a cena, perguntou repetidamente se Barrett estava bem. “Essa foi a última coisa que ele me disse”, recordou.
Em 18 de setembro de 1970, Hendrix foi encontrado sem resposta em um apartamento em Londres, aos 27 anos. Barrett afirmou que o guitarrista teria ingerido nove comprimidos para dormir de sua namorada, Monika Dannemann, e acabou sufocando após vomitar. “Foi um acidente estúpido e trágico”, disse. Ele rejeitou as teorias de conspiração sobre a morte, incluindo a alegação do ex-roadie James “Tappy” Wright de que o empresário Mike Jeffery teria matado Hendrix. “Não acredito nem por um segundo. As circunstâncias não batem”, afirmou.
Barrett também revelou que, após a morte do amigo, mentiu para a imprensa sobre o uso de drogas por Hendrix, para preservar sua imagem. Com o tempo, passou a falar abertamente: “Ele fumava maconha, tomava LSD e pílulas, mas nunca vi heroína perto dele”.
Apesar da persona selvagem no palco, Barrett descreveu Hendrix como uma pessoa tímida e educada fora dos shows. Ele lembrou um episódio em que o guitarrista lhe deu 500 dólares de presente de aniversário, e outro em que Hendrix, inseguro, perguntou se seria lembrado. “Ele era um presente para a Terra. Sinto falta dele”, concluiu.
Análise WeekNews: O relato de Barrett reforça a imagem de Hendrix como um artista complexo, dividido entre a ousadia no palco e a insegurança pessoal. A rejeição às teorias de conspiração, vinda de alguém próximo, tende a fortalecer a versão oficial de morte acidental, embora não encerre o debate histórico.
Leia mais aqui em inglês: https://www.theguardian.com/music/2009/jun/02/jimi-hendrix.
Fonte: theguardian.com.
Latest & Breaking News on Fox News.
2026-08-30 09:00:00
