
World Soccer Talk.
Rodri Hernández calou os críticos de forma definitiva. O volante espanhol, que chegou à Copa do Mundo de 2026 cercado de desconfianças por causa de seu estado físico, foi eleito o melhor jogador do torneio e liderou a Espanha ao título mundial. Com a conquista, ele entrou para um clube restrito de jogadores que venceram os quatro maiores troféus do futebol: Copa do Mundo, Eurocopa, Liga dos Campeões e Bola de Ouro.
De acordo com o OptaJoe, via X (antigo Twitter), Rodri é apenas o quarto jogador na história a alcançar esse feito, juntando-se a Zinedine Zidane, Gerd Müller e Franz Beckenbauer. A marca consolida o meio-campista de 30 anos como uma lenda viva do esporte, em uma carreira que ainda pode render mais conquistas.
A trajetória de Rodri até o topo do mundo não foi fácil. Depois de vencer a Bola de Ouro em 2024, ele sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA), seguida por desconforto no joelho, lesão no tendão da coxa e na virilha. A sequência de problemas físicos o tirou dos holofotes e gerou dúvidas sobre sua capacidade de voltar ao alto nível. Muitos torcedores pediam a entrada de Martín Zubimendi no time titular, mas o técnico Luis de la Fuente manteve a confiança em Rodri.
Pep Guardiola, técnico de Rodri no Manchester City, havia previsto que o jogador retornaria à sua melhor forma justamente na Copa do Mundo de 2026. A previsão se confirmou: Rodri foi o pilar do equilíbrio tático da Espanha, sendo o principal responsável por fazer da equipe a que menos sofreu gols no torneio. Além da solidez defensiva, atuou como cérebro do time, ditando o ritmo e distribuindo passes com precisão.
A importância de Rodri para o esquema de De la Fuente ficou evidente também nos números. Segundo o OptaJoe, ele completou 1.343 passes em suas partidas de Copa do Mundo, superando o recorde histórico do brasileiro Dunga, que tinha 1.306 passes. O feito destaca o papel do espanhol como maestro do meio-campo, controlando a posse de bola, reduzindo o ritmo quando necessário e dominando a construção das jogadas.
Apesar de não ser um jogador que se destaca por gols ou assistências, Rodri enfrentou críticas mesmo após receber o prêmio de MVP da Copa. Para alguns, sua atuação passou despercebida, mas dentro de campo ele se consolidou como a peça central do sistema coletivo da Espanha. O técnico Luis de la Fuente montou sua equipe em torno do volante, que deu equilíbrio e inteligência tática ao time.
Fora dos gramados, o futuro de Rodri no Manchester City é incerto. O contrato do jogador vai até junho de 2027, ou seja, ele entra no último ano de vínculo. A renovação é prioridade para o clube inglês, mas Rodri tem adiado as conversas e deixado claro que ainda não decidiu seu destino. Nos últimos meses, especula-se um possível retorno à Espanha, com o Real Madrid, sob o comando de José Mourinho, aparecendo como um dos principais interessados.
A indefinição deve ser resolvida ainda neste verão europeu, seja com uma renovação de contrato ou com uma transferência. Enquanto isso, Rodri celebra o auge de sua carreira: campeão mundial, MVP da Copa e integrante de um seleto grupo de lendas do futebol. Aos 30 anos, ele ainda tem potencial para ampliar seu legado nos próximos anos.
Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/world-cup/rodri-hernandez-enters-exclusive-club-with-zinedine-zidane-and-more-legends-after-winning-the-2026-world-cup-with-spain/.
Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-07-20 11:07:00

