
World Soccer Talk.
Desde que deixaram o futebol europeu, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi assinaram contratos que definiram a reta final de suas carreiras. A rivalidade que marcou quase duas décadas de disputas pelos principais títulos do esporte agora também se reflete nos números financeiros. Levantamento divulgado pela imprensa internacional indica que o português acumulou cerca de US$ 435 milhões a mais do que o argentino em ganhos diretos com seus clubes desde 2023. Os valores, porém, não contam toda a história: enquanto Ronaldo optou por um acordo com salários imediatos e recordistas, Messi estruturou um pacote com receitas de longo prazo e participação em negócios que podem render por muitos anos após a aposentadoria.
A chegada de Cristiano Ronaldo ao Al-Nassr, no início de 2023, mudou o cenário do futebol na Arábia Saudita. A transferência do atacante português serviu como catalisador para o projeto esportivo do país, atraindo atenção global e incentivando outros jogadores de alto nível a se transferirem para a Saudi Pro League. Desde então, nomes como Karim Benzema, Neymar, N’Golo Kanté e Sadio Mané seguiram caminho semelhante, reforçando a visibilidade internacional da liga. O próprio Ronaldo tem defendido publicamente que o campeonato saudita cresce rapidamente e pode competir com as principais ligas do mundo. Sua influência, no entanto, vai além do campo, com impacto em audiências de TV, patrocínios e interesse comercial global.
Os números divulgados mostram uma diferença expressiva nos ganhos diretos. De acordo com relatórios financeiros, Ronaldo teria recebido entre US$ 675 milhões e US$ 730 milhões do Al-Nassr desde 2023, enquanto Messi acumulou entre US$ 210 milhões e US$ 240 milhões com o Inter Miami no mesmo período. A diferença seria de aproximadamente US$ 435 milhões. O jornal espanhol Marca detalhou que a renda do português é composta por salário garantido e bônus por desempenho, incluindo metas, assistências, prêmios de artilharia e títulos da liga saudita. O total estimado chega a cerca de US$ 730 milhões em três temporadas e meia no país.
O detalhe que explica a diferença está na estrutura dos contratos. Enquanto Ronaldo priorizou um acordo com salário imediato e valores recordes, Messi aceitou uma proposta diferente, desenhada pelo Inter Miami e pela Major League Soccer (MLS). O argentino recebe um salário base de aproximadamente US$ 25 milhões, com compensação total garantida acima de US$ 28 milhões, o que o torna o jogador mais bem pago da história da liga americana. No entanto, o valor real do contrato está em outros componentes: participação na receita das assinaturas do MLS Season Pass, serviço de streaming da Apple TV, e aumento nas vendas de produtos da Adidas diretamente ligados à sua chegada aos Estados Unidos.
O pacote de Messi também inclui a opção de adquirir uma participação minoritária no Inter Miami após a aposentadoria. Esse tipo de benefício é difícil de calcular hoje, porque pode se valorizar conforme o clube cresce no mercado. A estratégia do argentino, portanto, não foi competir com os salários da Arábia Saudita, mas construir um modelo de negócios que pode gerar riqueza por muitos anos.
Já Cristiano Ronaldo garantiu um dos contratos mais lucrativos da história do futebol. Sua renovação com o Al-Nassr, segundo informações divulgadas, ultrapassa US$ 235 milhões por temporada. Além do salário, o acordo incluiria benefícios como viagens de luxo, direitos comerciais e até uma participação de 15% no clube, embora os detalhes sobre essa cláusula variem entre as fontes. Esses termos ajudaram a consolidar Ronaldo como o atleta mais bem pago do mundo, segundo rankings internacionais.
A comparação entre os dois craques reacende o debate sobre como cada um enxerga o fim de carreira. Enquanto Ronaldo buscou maximizar os ganhos imediatos em um projeto que transformou o futebol saudita, Messi optou por um caminho que pode render frutos no longo prazo, tanto em termos financeiros quanto em participação no crescimento do futebol norte-americano. As escolhas refletem não apenas perfis diferentes, mas também modelos de negócio distintos adotados pelas ligas e clubes que os contrataram.
Até o momento, nenhum dos dois comentou publicamente os números divulgados. As informações são baseadas em relatórios financeiros e reportagens da imprensa espanhola e internacional, que apontam valores estimados e não confirmados oficialmente pelos clubes ou pelos jogadores. A diferença de US$ 435 milhões, embora impressionante, pode não representar a real distância entre as fortunas dos dois atletas, já que os ganhos de Messi fora do campo, com contratos comerciais e participações futuras, não estão totalmente contabilizados.
O caso ilustra como as últimas escolhas de carreira de dois dos maiores jogadores da história podem gerar caminhos financeiros bem diferentes, mesmo com ambos atuando em ligas emergentes. Enquanto Ronaldo segue colecionando títulos e recordes na Arábia Saudita, Messi constrói uma base para o futuro no futebol dos Estados Unidos, onde já conquistou títulos e se tornou o rosto da liga. A rivalidade, que um dia foi medida por bolas de ouro e Champions League, agora também é medida em contratos e estratégias de investimento.
Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/news/cristiano-ronaldo-has-earned-435-million-more-than-lionel-messi-since-2023-but-theres-a-catch/.
Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-08-01 19:24:00

