São Paulo tem setembro mais chuvoso da história, com volume três vezes acima da média




São Paulo tem setembro mais chuvoso da história, com volume três vezes acima da média
Fonte da imagem: Agência Brasil


A cidade de São Paulo registrou o setembro mais chuvoso desde o início das medições, em 1943. Segundo o governo do estado, o acumulado chegou a 253,8 milímetros (mm) até as 9h desta segunda-feira (14), com base na estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Santana, na zona norte da capital.

O volume equivale a pouco mais de três vezes a média histórica para o mês, de 83,3 mm. O recorde anterior era de 243,1 mm, registrado em 1983. Outros anos com setembros excepcionalmente chuvosos foram 1957 (197,2 mm), 1993 (206,7 mm) e 2015 (201,7 mm).

O excesso de chuvas não se limitou à capital. Na região de Campinas, entre 1º e 13 de setembro, choveu 257,2 mm, o equivalente a 3,1 vezes a média mensal de 83,7 mm. O acumulado também representa um recorde para a série histórica iniciada em 1961.

Em Registro, que enfrentou alagamentos severos no fim de semana, foram contabilizados 185,3 mm até o dia 13. O valor coloca setembro de 2026 como o terceiro mês mais chuvoso da série histórica regional, também iniciada em 1961. Já em São José dos Campos, o acumulado chegou a 161 mm, 2,1 vezes a média mensal de 76 mm, o terceiro maior volume para setembro desde 1977.

A previsão indica enfraquecimento e afastamento gradual do sistema responsável pelas chuvas nesta terça-feira, mas ainda com pancadas isoladas ao longo do dia. As temperaturas caem em todo o estado por causa da maior nebulosidade e da entrada de ar mais frio. Na quarta-feira (16), a chuva deve se restringir ao litoral e será fraca.

Apesar da redução das precipitações, permanece o risco de alagamentos e deslizamentos, já que o solo está encharcado. Em regiões do Sul do estado, como Eldorado e Barra do Turvo, alguns bairros seguem alagados.

Análise WeekNews: O volume recorde na capital e em outras regiões paulistas, somado ao solo já saturado, indica que o risco de novos transtornos continua mesmo com a previsão de chuvas mais fracas nos próximos dias. A sequência de setembros excepcionalmente chuvosos na série histórica, como 1983, 1993 e 2015, sugere que episódios extremos desse tipo não são inéditos, mas o patamar atual supera os registros anteriores.

Fonte: Agência Brasil.

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