
World Soccer Talk.
A Argentina viu o sonho do bicampeonato mundial escapar no último domingo ao perder para a Espanha por 1 a 0 na final da Copa do Mundo de 2026, em um jogo decidido no segundo tempo da prorrogação, com gol de Ferran Torres. O técnico Lionel Scaloni, que comandou a equipe ao título em 2022 e ao vice neste ano, enfrentou a imprensa após a partida sem buscar desculpas, mas com um discurso de gratidão ao grupo que levou a seleção até a decisão.
“Tristeza, mas sabendo que deixamos tudo em campo. Tenho muitas coisas que poderia dizer sobre como chegamos até aqui, mas não vale a pena. Sou grato a esses meninos pelo que fizeram para nos levar tão longe. Somos grandes na vitória e temos que mostrar que somos grandes também na derrota”, declarou Scaloni.
Apesar da frustração de não conquistar o segundo título consecutivo, o treinador foi enfático ao afirmar que a campanha não deve ser diminuída pelo resultado final. Para ele, a trajetória até a final é motivo de orgulho para o país, independentemente do placar. “Perdemos, mas isso não significa que vamos deixar de lembrar tudo o que fizemos para chegar aqui. Se você deixa tudo em campo como eles fizeram hoje, é um grande exemplo para o nosso povo, para o país. Eu me lembro dos vices, porque é incrivelmente difícil chegar até aqui. Obviamente, gostaríamos de ter vencido, mas é assim. Quando você deixa tudo em campo desse jeito, é muito difícil reprovar qualquer coisa”, completou.
Um dos momentos decisivos da partida foi a expulsão do volante Enzo Fernandez nos acréscimos do segundo tempo. O jogador recebeu o primeiro cartão amarelo aos 82 minutos por reclamação e, aos 90+2, levou o segundo amarelo após uma entrada dura em Pau Cubarsi. Com isso, a Argentina jogou toda a prorrogação com um homem a menos, desvantagem que se mostrou fatal quando Ferran Torres marcou o gol da vitória espanhola no segundo tempo do tempo extra.
Sobre a expulsão, Scaloni não escondeu a frustração com a condução da arbitragem. “Acho que o juiz poderia ter evitado o primeiro cartão. Eu estava conversando com ele em um inglês estranho meu. Acho que há coisas que poderiam ter sido evitadas. Mas é isso, não há reclamações. Temos que dar crédito aos nossos rivais. Gostaria de ter visto o que teria acontecido se tivéssemos ficado com 11”, explicou o treinador durante a entrevista coletiva.
Outro tema abordado foi a participação de Lionel Messi, que disputou sua última Copa do Mundo aos 39 anos. Scaloni não poupou elogios ao capitão. “Ele tem 39 anos, é uma coisa incrível. Sempre deixei claro que ele jogaria enquanto quisesse. Espero que ele esteja orgulhoso de seus companheiros, acho que está. Na minha opinião, ele é o melhor jogador de futebol que já pisou em um campo de futebol”, afirmou o técnico.
A derrota na final marcou o fim de um ciclo para a geração argentina, que conquistou a Copa do Mundo de 2022 no Catar e chegou perto de repetir o feito. Scaloni, que liderou a equipe em ambas as campanhas, optou por valorizar o esforço dos jogadores em vez de se alongar em críticas ou justificativas. “Tristeza, mas sabendo que deixamos tudo em campo”, resumiu.
O técnico também destacou a dificuldade de chegar a uma final de Copa do Mundo, lembrando que o vice-campeonato não apaga a jornada. “É incrivelmente difícil chegar até aqui. Obviamente, gostaríamos de ter vencido, mas é assim”, disse.
Com a derrota, a Argentina encerra a participação no torneio com a medalha de prata, enquanto a Espanha celebra o título mundial. Scaloni, por sua vez, já projeta o futuro, mas sem deixar de reconhecer o que foi construído ao longo da competição. “Quando você deixa tudo em campo, é muito difícil reprovar qualquer coisa”, finalizou.
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Fonte: World Soccer Talk.
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2026-07-19 17:46:00

