Segundo turno: eleitor pode levar colinha, mas celular fica com o mesário

Segundo turno: eleitor pode levar colinha, mas celular fica com o mesário
Fonte da imagem: Agência Brasil


No segundo turno das eleições de 2026, que ocorre neste domingo (25), o eleitor pode recorrer a um recurso simples para não errar o número do candidato na urna eletrônica: a tradicional colinha de papel, com os números anotados à caneta. A legislação eleitoral permite que o documento seja levado para a cabine de votação, o que ajuda a garantir a precisão do voto.

A regra não vale para o celular. O aparelho deve ser entregue aos mesários antes de o eleitor entrar na cabine. A restrição se aplica a qualquer equipamento capaz de fotografar, gravar ou transmitir imagens, com o objetivo de preservar o sigilo do voto e impedir fraudes ou tentativas de comprovar a escolha feita na urna. Quem se recusar a entregar o aparelho poderá ser impedido de votar naquele momento, e o caso poderá ser registrado pela mesa receptora de votos.

Além da colinha, o eleitor deve levar um documento de identificação com foto. O título de eleitor não é obrigatório para votar, mas ajuda a acelerar o processo por indicar a zona e a seção eleitoral. Uma alternativa é baixar o e-título, aplicativo da Justiça Eleitoral que traz a versão digital do documento e também as informações da zona e da seção. A recomendação é conferir, no dia anterior, o local atualizado de votação.

A falta da colinha teve consequências concretas no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. No Distrito Federal, 26 mil eleitores digitaram 22, número do PL, partido de Flávio Bolsonaro. Como não havia candidato do PL na disputa ao governo distrital, os votos foram anulados. O número da candidata do PP, a atual governadora Celina Leão, é 11. Com isso, ela ainda disputa o segundo turno com Leandro Grass (PT).

No Rio de Janeiro, cerca de 204 mil eleitores digitaram 13 nas urnas, acreditando escolher Eduardo Paes, que era apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não é do PT. O número correto de Paes era 55. Sem candidato do PT na corrida ao Palácio da Guanabara, os votos foram anulados, e Douglas Ruas (PL) venceu no primeiro turno.

Análise WeekNews: os números do primeiro turno mostram que a confusão entre o número do partido e o do candidato tem efeito prático sobre o resultado. Em disputas nas quais a sigla do aliado nacional não corresponde ao candidato local, a colinha deixa de ser apenas uma conveniência e passa a funcionar como instrumento de precisão do voto.

Fonte: Agência Brasil.

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