
A votação do segundo turno, marcada para 25 de outubro, não será dedicada apenas à escolha de presidente e governadores. Em sete cidades do país, os eleitores também votarão para prefeito em eleições suplementares, e em seis municípios haverá plebiscitos sobre limites territoriais, informou o Tribunal Superior Eleitoral.
As eleições complementares para prefeito ocorrerão em Arroio do Sal (RS), Santana do Itararé (PR), Porto da Folha (SE), Macedônia (SP), Martinópolis (SP) e Narandiba (SP). Nessas localidades, o eleitor votará para prefeito e presidente da República, digitando dois números para cada cargo.
Já em Itaguaí (RJ) e Goiatins (TO), o eleitor terá três votos na urna: primeiro para governador do estado, depois para presidente e, por fim, para prefeito, todos com dois dígitos.
Os plebiscitos são consultas populares em que os eleitores aprovam ou rejeitam uma proposta antes de ela ser implementada. Neste ano, quatro cidades de Mato Grosso e duas do Paraná participarão desse tipo de votação.
Em Mato Grosso, os eleitores de Poxoréu e Primavera do Leste decidirão sobre a transferência do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para o município vizinho. A outra consulta trata da possível incorporação ao município de Cotriguaçu das chamadas “Ilhas de Ocupação” do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, área que hoje pertence a Colniza.
No Paraná, a população de Chopinzinho e de São João será consultada sobre o desmembramento da área correspondente à Comunidade do Alto Mirim, hoje pertencente a Chopinzinho, e sua incorporação ao território de São João.
Segundo o TSE, em todos os casos os eleitores registrarão primeiro o voto para presidente e em seguida votarão no plebiscito. Na urna eletrônica, as opções de resposta serão “Sim” e “Não”, identificadas pelos números 1 e 2, respectivamente. As propostas serão aprovadas ou rejeitadas por maioria simples dos votos válidos, e votos em branco e nulos não serão considerados no cálculo do resultado.
Além das eleições suplementares e dos plebiscitos, o segundo turno definirá governadores em cinco estados e no Distrito Federal. No Acre, disputam Mailza Assis (Progressistas) e Alan Rick (Republicanos). No Amazonas, a disputa é entre Omar Aziz (PSD) e Professora Maria Do Carmo (PL). No Distrito Federal, concorrem Celina Leão (Progressistas) e Leandro Grass (PT). No Espírito Santo, a disputa é entre Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB). No Rio Grande do Norte, concorrem Allyson (União) e Cadu De Lula (PT). E no Tocantins, disputam Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB).
A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, inclusive nas cidades com fuso horário diferente. Quem estava apto a votar no primeiro turno e não compareceu poderá votar normalmente no segundo turno.
Análise WeekNews: A combinação de eleições suplementares e plebiscitos na mesma data do segundo turno amplia a complexidade da votação em municípios de seis estados, exigindo do eleitor atenção à ordem dos cargos e às regras específicas de cada consulta. A definição de limites territoriais por plebiscito, restrita a seis cidades, tem efeito localizado, mas altera a divisão administrativa entre municípios vizinhos caso as propostas sejam aprovadas.
Fonte: Agência Brasil.
