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Enquanto a maioria dos americanos acompanha à distância as decisões políticas de Nova York, um movimento silencioso preocupa analistas e ex-militares: a progressiva normalização do socialismo no debate público americano. Para críticos, o que acontece na maior cidade do país não deve ser tratado como um fenômeno isolado, mas como um teste para táticas que podem se espalhar por todo o território nacional.
O centro das atenções é o prefeito Zohran Mamdani, que recentemente publicou um banco de dados pesquisável com mais de 960 mil propriedades avaliadas em mais de US$ 1 milhão, incluindo nomes completos e endereços residenciais dos proprietários. A medida, segundo o próprio prefeito, faz parte de um novo imposto sobre segundas residências, o chamado “pied-à-terre tax”. Em publicação na rede X, Mamdani ironizou: “You’ve got mail”, sugerindo que os donos de imóveis de luxo receberiam notificações em breve.
Para o autor do artigo, Jeremy Hunt, ex-capitão de Inteligência do Exército dos EUA e membro do Hudson Institute, a ação tem um objetivo claro: intimidação. “Era claro que o prefeito da maior cidade da América tinha um objetivo: intimidação”, escreve. Hunt também destaca que Mamdani filmou um vídeo intitulado “Happy Tax Day” expondo o apartamento de Ken Griffin, bilionário fundador do fundo Citadel, em Manhattan.
A preocupação vai além das medidas individuais. Hunt aponta que Ashik Siddique, co-presidente dos Socialistas Democratas da América (DSA), declarou abertamente que a meta é “substituir o capitalismo pelo socialismo” e que esse poder “não é concedido sem luta”. Para o autor, tais declarações revelam a intenção do grupo de expandir sua influência para além de Nova York.
O artigo argumenta que a mídia tradicional frequentemente trata essas iniciativas como “histeria de direita” ou como questões locais que não afetam o resto do país. No entanto, Hunt alerta que essa postura contribui para a normalização do socialismo. “É nosso dever resistir à normalização do socialismo na América”, afirma, pedindo que os americanos falem agora para evitar que o que é radical em Nova York hoje se torne norma em outros bairros amanhã.
Hunt também critica a narrativa de que os socialistas seriam apenas uma ala marginal do Partido Democrata. Ele lembra que, há dez anos, o senador Bernie Sanders foi preterido em favor de Hillary Clinton, mas que os tempos mudaram. Agora, segundo ele, os socialistas “são o coração do Partido Democrata”, com um co-presidente que fala abertamente em abolir o Senado e o Colégio Eleitoral, sem que isso seja considerado extremo.
O autor, que também preside a organização Veterans on Duty, dedicada à segurança nacional, conclui que a melhor forma de combater essa tendência é expor cada política socialista e cada plataforma do DSA, chamando os líderes pelo que são: comunistas. “É melhor ser acusado de exagero agora do que de complacência depois”, escreve.
A reportagem original, publicada pela Fox News, destaca que Mamdani, que também é co-presidente do DSA, tem sido alvo de críticas por suas propostas consideradas caras, como plano de creche gratuito e ônibus sem tarifa. Em um evento pró-polícia em Staten Island, o prefeito foi vaiado, evidenciando a polarização em torno de sua gestão.
Enquanto isso, a discussão sobre os limites entre políticas públicas e ideologia continua acesa. Para Hunt, o silêncio da maioria é o maior aliado dos que desejam transformar o país. “Os líderes do DSA fazem da missão de espalhar o socialismo por todo o país. Para Mamdani e seus pares, isso é uma maratona, não uma corrida de cem metros”, conclui.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/socialism-moves-mainstream-warning-signs-here.
Fonte: Fox News.
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2026-08-11 10:00:00



