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A Suprema Corte dos Estados Unidos confirmou a constitucionalidade das leis estaduais que impedem que atletas do sexo masculino biológico compitam em categorias femininas, em uma decisão que reforça a autoridade dos estados para legislar sobre o tema. O julgamento, divulgado recentemente, codifica a proteção de leis já existentes em 27 estados norte-americanos que restringem a participação de atletas transgênero em competições femininas. Entretanto, 23 estados ainda não possuem legislação específica sobre o assunto, e, destes, 19 mantêm políticas que permitem a participação de atletas trans em times femininos. Os outros quatro estados adotam restrições por meio de agências estaduais de educação ou regras de associações atléticas, sem uma lei formal.
O governo da Califórnia, um dos estados que continuam a permitir a participação de atletas trans, reagiu rapidamente à decisão. O gabinete do governador Gavin Newsom afirmou que o entendimento da Suprema Corte não altera a legislação californiana. “A decisão da Suprema Corte não afeta as leis da Califórnia. O estado permanece comprometido em garantir que todos os californianos, incluindo a comunidade LGBTQ, sejam tratados com dignidade e respeito”, declarou um porta-voz. A Califórnia conta com a lei AB 1266, sancionada em 2013 pelo então governador Jerry Brown, que exige que estudantes transgênero possam participar de esportes de acordo com sua identidade de gênero. O estado é um dos 22 que possuem leis nesse sentido. Atualmente, a Califórnia enfrenta uma ação judicial movida pelo Departamento de Justiça do presidente Donald Trump, após a atleta trans AB Hernandez vencer dois títulos estaduais femininos consecutivos em 2025 e 2026.
Em Illinois, o governador JB Pritzker também se manifestou contra a decisão. Em uma postagem no X (antigo Twitter), Pritzker escreveu: “Atacar crianças LGBTQ+ não é liderança — é bullying. A decisão de hoje é um retrocesso para a igualdade nesta nação, onde todo estudante merece aprender e pertencer, independentemente de seu gênero. Para aqueles na comunidade LGBTQ+, saibam que há um lugar para vocês em Illinois.” O estado permite a participação de atletas trans mediante documentação apresentada à escola, conforme política da Illinois High School Association (IHSA).
O Havaí também manterá suas políticas atuais. O Departamento de Educação do estado informou que continuará a cumprir as leis estaduais antidiscriminação, permitindo que atletas do sexo masculino compitam em times femininos. “O Departamento de Educação do Havaí continuará a implementar suas políticas atléticas de acordo com a lei estadual. A decisão da Suprema Corte não altera nossas políticas ou práticas atuais”, disse um porta-voz.
Já em Nevada, o governador republicano Joe Lombardo anunciou que fará um novo esforço para aprovar uma lei estadual que proteja o esporte feminino. “A decisão de hoje da Suprema Corte dos Estados Unidos fornece clareza jurídica importante e afirma que os estados têm autoridade para proteger a competição justa nos esportes femininos. Os nevadenses acreditam esmagadoramente que as atletas femininas merecem um campo de jogo nivelado e a oportunidade de competir contra outras mulheres biológicas”, disse Lombardo em nota. Ele pretende levar a questão à legislatura estadual na sessão de 2027.
Em Minnesota, a Minnesota State High School League (MSHSL) mantém uma política que permite a participação de atletas trans em análise caso a caso, sem uma proibição geral. O estado também é alvo de ação do Departamento de Justiça, depois que uma arremessadora trans liderou um time feminino de softball ao título estadual em 2025. O gabinete do governador Tim Walz não respondeu aos pedidos de comentário.
O Maine, por sua vez, permite a participação com base na identidade de gênero, conforme a lei de direitos humanos do estado, e também enfrenta processo federal após um embate entre o presidente Trump e a governadora Janet Mills no início de 2025. O gabinete de Mills não se manifestou.
No Colorado, a proteção a atletas trans continua em vigor, mas os eleitores decidirão em novembro de 2026 sobre uma medida que pode determinar a participação com base no sexo biológico. O governador Jared Polis não respondeu.
Outros estados que mantêm políticas de inclusão, como Connecticut, Delaware, Maryland, Massachusetts, Michigan, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon, Rhode Island, Vermont e Washington, também não responderam aos pedidos de comentário de seus respectivos governadores.
Quatro estados — Pensilvânia, Wisconsin, Alasca e Virgínia — não possuem leis estaduais, mas implementaram restrições por meio de associações atléticas ou agências educacionais. Na Pensilvânia, a Pennsylvania Interscholastic Athletic Association (PIAA) alterou suas regras em 2025 para referenciar o sexo biológico, alinhando-se a ordens executivas federais. Em Wisconsin, a Wisconsin Interscholastic Athletic Association (WIAA) atualizou sua política em fevereiro de 2025 para permitir apenas estudantes designadas como femininas ao nascer em competições femininas. O governador Tony Evers, no entanto, vetou tentativas de transformar a restrição em lei estadual. No Alasca, a Alaska School Activities Association (ASAA) adotou uma política semelhante em 2023, a pedido do conselho estadual de educação. Na Virgínia, o governo do estado emitiu políticas-modelo que exigem participação com base no sexo biológico, mas a aplicação fica a cargo dos distritos escolares.
A decisão da Suprema Corte, portanto, consolida um cenário de divisão entre os estados, com alguns reforçando a proibição e outros mantendo a inclusão, enquanto o debate político e jurídico continua em várias frentes.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/states-allow-trans-athletes-womens-sports-face-questions-after-supreme-court-ruling.
Fonte: Fox News.
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2026-07-03 05:26:00


