
Um forte terremoto atingiu o oeste da Colômbia nesta segunda-feira (10), deixando pelo menos 20 mortos, derrubando prédios e soterrando pessoas nos escombros, de acordo com autoridades locais. O Serviço Geológico da Colômbia revisou a magnitude do tremor de 6,6 para 7,4, com epicentro próximo a San José del Palmar, na província de Chocó, uma região pouco povoada na costa do Pacífico colombiano. O abalo ocorreu a uma profundidade de 96 quilômetros, segundo o órgão.
Na cidade de Pereira, uma das principais da região cafeeira, 18 pessoas morreram e outras ficaram soterradas em prédios que desabaram, conforme afirmou o prefeito Mauricio Salazar à Rádio Caracol. Em Manizales, duas mortes foram confirmadas pelo prefeito Jorge Eduardo Rojas, em entrevista à Blu Radio. Já em Cali, uma das maiores cidades do país, o prefeito Alejandro Eder informou que relatos preliminares indicavam o desabamento de pelo menos 20 estruturas, com pessoas presas sob os escombros. Segundo ele, a cidade solicitou o envio de socorristas de Bogotá e Medellín para reforçar os trabalhos de resgate.
Na província vizinha de Risaralda, o governador Juan Diego Patiño informou que Pereira sofreu danos graves em algumas edificações. A governadora de Chocó, Nubia Carolina Córdoba, relatou feridos e danos significativos em Quibdó, a capital da província, e alertou os moradores sobre a possibilidade de réplicas. A agência de gestão de desastres do país informou ter recebido relatos de nove departamentos e de todas as 32 capitais departamentais onde o tremor foi sentido, provocando retiradas e os primeiros registros de danos.
A autoridade de aviação civil da Colômbia comunicou a suspensão de voos nos aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura, enquanto equipes técnicas verificavam a existência de danos estruturais nas pistas e terminais. O sistema de alerta de tsunamis dos Estados Unidos afirmou que não havia ameaça de tsunami na região.
Testemunhas da Reuters no estado fronteiriço venezuelano de Táchira e na cidade de Barquisimeto, no centro-oeste da Venezuela, relataram que o terremoto também foi sentido nessas regiões. A Venezuela foi atingida por dois terremotos devastadores em junho, que mataram mais de 6.000 pessoas, principalmente no litoral próximo à capital, Caracas, o que aumenta a preocupação com possíveis impactos naquele país.
As equipes de emergência seguem trabalhando nas áreas afetadas, com foco na localização de sobreviventes sob os escombros. Ainda não há um balanço oficial consolidado de feridos ou desaparecidos, e as autoridades locais continuam avaliando a extensão dos danos materiais. A população foi orientada a permanecer atenta às réplicas e a seguir as instruções dos órgãos de proteção civil.
O tremor ocorreu em uma região conhecida pela atividade sísmica, mas a magnitude registrada nesta segunda-feira é considerada alta, o que explica a destruição em cidades relativamente distantes do epicentro. Especialistas alertam que o número de vítimas pode aumentar conforme os resgates avançam e os escombros são removidos.
A Colômbia já havia registrado outros terremotos significativos nos últimos anos, mas este é um dos mais graves desde o tremor que atingiu o país em 1999, na região do Eixo Cafeteiro, que deixou mais de mil mortos. As autoridades locais pedem calma à população e reforçam que as operações de resgate estão concentradas nas áreas mais atingidas, como Pereira, Manizales e Cali.
Enquanto isso, a Defesa Civil e os bombeiros de diferentes cidades colombianas foram mobilizados para apoiar as buscas. A prioridade, segundo os prefeitos das cidades afetadas, é salvar vidas e garantir atendimento médico aos feridos. Ainda não há informações sobre o número exato de pessoas hospitalizadas ou sobre a situação de desaparecidos.
O governo colombiano ainda não se pronunciou oficialmente sobre o terremoto, mas as autoridades locais já solicitaram apoio federal para reforçar as equipes de resgate e avaliar os danos estruturais. A situação permanece crítica, e novas informações devem ser divulgadas nas próximas horas pelas autoridades competentes.
Fonte: Agência Brasil.
