
Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) realizam nova assembleia a partir das 17h desta terça-feira (4) para decidir se mantêm a greve que atinge três linhas e o serviço Expresso Aeroporto. A mobilização, iniciada à meia-noite de hoje, contesta a privatização das linhas 11, 12 e 13 e pede garantia de emprego para 4 mil funcionários.
O movimento paredista afeta as linhas 11, 12 e 13, além do Expresso Aeroporto. Desde a manhã, as linhas 11 e 12 operam parcialmente, enquanto a linha 13 e o Expresso Aeroporto não operam. As linhas atendem à Zona Leste, região mais extensa e populosa da cidade de São Paulo, além da cidade de Guarulhos e de outras cidades do ABC Paulista.
A concessão das linhas foi efetivada em julho, mas problemas como sucessivos atrasos e um incêndio em um trem levaram o governo estadual a retomar, por 90 dias, a operação das linhas, que estava sob responsabilidade da empresa Trivia. A decisão de retomar a operação ocorreu após esses episódios, que afetaram a confiabilidade do serviço.
A assembleia desta terça-feira é mais um capítulo na disputa em torno da privatização das linhas. Os trabalhadores reivindicam a reversão da concessão e a manutenção dos postos de trabalho. A categoria argumenta que a privatização coloca em risco a estabilidade dos empregos e a qualidade do serviço prestado à população.
A greve foi deflagrada após a categoria rejeitar propostas da empresa e do governo estadual. A paralisação atinge um dos principais corredores de transporte da região metropolitana de São Paulo, afetando milhares de usuários que dependem dos trens para se deslocar diariamente.
A CPTM, por sua vez, não se manifestou oficialmente sobre a assembleia ou sobre os impactos da greve. O governo estadual, que retomou temporariamente a operação das linhas, também não emitiu comunicado sobre o movimento até o momento.
A situação das linhas 11, 12 e 13 é considerada crítica, pois elas atendem a uma das áreas mais populosas da capital paulista e cidades vizinhas. A interrupção total ou parcial do serviço gera transtornos para os passageiros, que enfrentam alternativas como ônibus e metrô.
A assembleia desta tarde deve definir os próximos passos do movimento. Caso a greve seja mantida, a categoria pode intensificar a paralisação ou buscar novas negociações com o governo estadual e a empresa Trivia. A expectativa é que a decisão seja anunciada após a reunião dos trabalhadores.
A paralisação ocorre em um momento de tensão no transporte público paulista, com discussões sobre a qualidade do serviço e o papel da iniciativa privada na operação de linhas de trens. A categoria defende que a gestão pública é mais eficiente para garantir um serviço adequado e empregos estáveis.
Enquanto isso, os usuários das linhas afetadas seguem enfrentando dificuldades para se locomover. A recomendação é que os passageiros busquem alternativas de transporte e fiquem atentos às informações oficiais sobre a operação das linhas.
A decisão da assembleia será crucial para definir o futuro do movimento e o impacto na rotina dos usuários. A categoria promete manter a mobilização até que suas reivindicações sejam atendidas.
Fonte: Agência Brasil.
