
Cerca de 14% das seções eleitorais de São Paulo ainda estavam concluindo a votação por volta das 18h deste domingo (4), segundo informou o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José Antonio Encinas Manfré. A votação no estado havia sido encerrada oficialmente às 17h, mas eleitores que já estavam na fila nesse horário permaneceram autorizados a votar.
Em entrevista coletiva na sede do TRE, na capital paulista, Manfré atribuiu o atraso a dois fatores principais: as fortes chuvas que atingiram o estado e a demora dos eleitores para digitar os números na urna. Segundo ele, o número elevado de cargos em disputa contribuiu para a lentidão, e muitos eleitores esqueceram as anotações com os números de seus candidatos, o que aumentou o tempo de votação e as filas.
Apesar do cenário, o presidente do TRE-SP avaliou como “satisfatória e segura” a eleição em São Paulo. Ele também relatou que, em algumas cidades do interior severamente atingidas por chuvas e ventos, houve locais de votação sem energia elétrica. De acordo com Manfré, a falta de luz não prejudicou o pleito porque as urnas eletrônicas operam com baterias. “Não houve prejuízo às eleições porque as baterias foram acionadas”, afirmou.
Boletim divulgado pelo TRE-SP às 17h informou que 317 urnas precisaram ser substituídas em todo o estado por apresentarem falhas ou problemas. O número representa cerca de 0,276% das 114.605 urnas utilizadas na eleição em São Paulo.
Análise WeekNews: O índice de substituição de urnas, inferior a 0,3% do total, e a avaliação positiva do presidente do TRE-SP indicam que, apesar do atraso na conclusão da votação em parte das seções, a estrutura do pleito no estado não foi comprometida. A combinação de chuvas, número elevado de cargos e esquecimento das anotações pelos eleitores sugere que o gargalo esteve mais concentrado no tempo de permanência do eleitor na cabine do que em falhas do equipamento.
Fonte: Agência Brasil.
