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Em um discurso à nação em 16 de julho, o presidente Donald Trump apresentou uma série de alegações sobre vulnerabilidades no sistema eleitoral dos Estados Unidos, apontando falhas de segurança cibernética, suposta interferência chinesa e a ocultação de informações por parte de agências de inteligência. Trump defendeu que a segurança eleitoral não deveria ser uma questão partidária, mas seus críticos democratas já contestam as evidências e conclusões apresentadas.
O primeiro ponto destacado pelo presidente foi a alegação de que a China teria obtido ou tentado obter ilegalmente informações de registro de eleitores de até 220 milhões de americanos em vários estados. Trump classificou o episódio como “o maior comprometimento de dados eleitorais da história”, envolvendo o roubo de “220 milhões de arquivos de eleitores dos EUA”. A acusação remete a um ataque cibernético semelhante ocorrido durante a administração Obama, quando dados de cerca de 22 milhões de funcionários federais foram roubados do Escritório de Gestão de Pessoal (OPM). O exército chinês mantém unidades dedicadas a operações cibernéticas contra governos e indústrias estrangeiras.
Em vez de alertar as autoridades dos 18 estados afetados, Trump afirmou que indivíduos dentro das agências de inteligência “trabalharam para suprimir e minimizar ativamente informações sobre a extensão” dos ataques cibernéticos chineses, sem sequer informar o presidente ou membros do Congresso. Segundo o presidente, um analista teria admitido em e-mail que funcionários “deliberadamente manipularam o briefing presidencial diário para ocultar” essas informações, enquanto uma oficial do FBI teria dito estar comandando um “governo paralelo” para impedir que informações sobre a interferência chinesa viessem a público. Trump determinou que as agências federais forneçam imediatamente aos estados todas as informações necessárias para corrigir as vulnerabilidades.
De acordo com Trump, relatórios da CIA indicam que a China trabalhou para “minar a confiança doméstica” no presidente. O esforço incluiria “tentativas de usar contatos chineses com grandes empresas dos EUA para influenciar líderes empresariais americanos a se voltarem contra o presidente”, bem como o uso de “jornalistas americanos que haviam noticiado negativamente sobre o presidente dos EUA”. Essas alegações, segundo o próprio discurso, necessitam de investigação adicional.
A administração informou que comparações de bancos de dados do Departamento de Segurança Interna (DHS) identificaram aproximadamente 278 mil registros de eleitores em todo o país como potencialmente associados a não cidadãos. O Fox News Digital reportou separadamente que cartas do DHS apontaram mais de 256 mil correspondências potenciais em quatro estados. O DHS indicou que 10 estados participam voluntariamente do programa, e o órgão revisou arquivos públicos da Califórnia, Pensilvânia, Nova Jersey e Nevada, que se recusaram a cooperar. Trump afirmou que, como muitos estados democratas se recusam a compartilhar seus arquivos de eleitores, “o número real de estrangeiros registrados é muito maior do que isso”.
O presidente também afirmou que relatórios de inteligência avaliam que “repositórios centralizados de dados relacionados a eleições, como bancos de dados de registro de eleitores, cadernos eleitorais e outros sites oficiais de eleições são mais vulneráveis à exploração, e adversários poderiam usar o acesso a esses sistemas para interromper processos eleitorais”. Trump disse que os americanos “foram descaradamente enganados sobre a segurança de nossa infraestrutura eleitoral… Eles são vulneráveis e facilmente comprometidos, e pessoas dentro do nosso governo sabiam disso”. Ele defendeu auditorias completas de segurança cibernética dos sistemas eletrônicos de votação por parte das autoridades estaduais.
Segundo Trump, grande parte dessas informações foi encontrada em “sacos de queima”, usados para documentos classificados destinados à destruição, mas que, devido a “grosseira incompetência”, nunca foram queimados. O presidente ordenou que o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional, o Departamento de Justiça, o FBI e a CIA investiguem “como e por que informações tão cruciais foram ocultadas, demitam os envolvidos na conspiração e apresentem acusações criminais, se apropriado”.
Por fim, Trump exigiu que o Senado aprove a Lei SAVE America, que implementaria requisitos de identificação com foto e comprovação de cidadania para eleições federais. O presidente argumentou que isso é necessário para corrigir o atual “sistema de honra” de registro, que é frequentemente desonrado.
O discurso de Trump não incluiu alegações de que a China tenha alterado votos ou resultados eleitorais, mas delineou sérios problemas de segurança cibernética, incluindo uma campanha de influência chinesa, e afirmou que as informações foram aparentemente ocultadas dele, do público, do Congresso e de autoridades eleitorais estaduais. Críticos já contestam as alegações antes mesmo de revisarem os documentos anteriormente classificados que foram liberados. O autor do artigo, Hans von Spakovsky, ex-conselheiro do Departamento de Justiça, defende que todas as alegações sejam investigadas para abordar vulnerabilidades existentes e garantir que futuras eleições não sejam comprometidas.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/trumps-election-integrity-speech-7-takeaways-every-american-should-know.
Fonte: Fox News.
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2026-07-19 13:35:00

