Trump se juntará a Infantino para entregar taça da Copa de 2026; volta de tradição gera críticas

Trump se juntará a Infantino para entregar taça da Copa de 2026; volta de tradição gera críticas
Fonte da imagem: World Soccer Talk

World Soccer Talk.

A Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, México e Canadá, já vem sendo marcada por mudanças significativas promovidas pela Fifa. A mais evidente foi a ampliação do torneio para 48 seleções, decisão que inicialmente gerou insatisfação entre os torcedores, mas que, segundo a entidade, acabou produzindo resultados inesperados e devolvendo emoção à competição. Agora, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou mais uma alteração no protocolo da final: ele não entregará o troféu sozinho ao time campeão.

Nas duas últimas edições do Mundial, em 2018 e 2022, Infantino foi o único responsável por colocar a taça nas mãos dos capitães vencedores, enquanto os chefes de Estado dos países-sede acompanhavam a cerimônia em campo, mas sem participar do ato. Para 2026, no entanto, a Fifa decidiu retomar uma tradição que vigorou entre 1934 e 2014, com algumas exceções: o presidente do país que sedia a final também participará da entrega do troféu.

Com isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, estará ao lado de Infantino no gramado para entregar a taça ao campeão. Apesar de México e Canadá serem coanfitriões, seus chefes de Estado não terão papel na cerimônia, ficando em segundo plano no protocolo. A decisão foi confirmada pelo próprio Infantino em declaração ao jornal The Guardian: “Estaremos juntos com o presidente, aproveitando a final e entregando o troféu ao vencedor, juntos. Estamos juntos o tempo todo. Esse sempre foi o plano — e é assim que sempre foi feito no passado — para que o presidente do país que sedia a final entregue o troféu junto com o presidente da Fifa.”

A medida gerou forte reação negativa entre torcedores, que a classificaram como uma manobra política e não esportiva. Críticos apontam que a associação direta entre a Fifa e a figura de Trump, conhecido por seu estilo controverso, pode politizar ainda mais o evento. No entanto, a entidade defende que a mudança é, na verdade, um retorno às origens, já que por décadas foi comum que líderes nacionais participassem da entrega.

Historicamente, vários chefes de Estado já entregaram a taça. Em 1934, o primeiro-ministro italiano Benito Mussolini foi o responsável. Em 1966, a rainha Elizabeth II entregou o troféu na Inglaterra. Depois, vieram o presidente da Alemanha Ocidental, Walter Scheel (1974); o presidente argentino Jorge Rafael Videla (1978); o rei Juan Carlos I, da Espanha (1982); o presidente mexicano Miguel de la Madrid (1986); o presidente italiano Francesco Cossiga (1990); o vice-presidente americano Al Gore, representando Bill Clinton (1994); o presidente francês Jacques Chirac (1998); o presidente alemão Horst Köhler (2006); o presidente sul-africano Jacob Zuma (2010); e a presidente brasileira Dilma Rousseff (2014).

Houve, porém, um hiato de 32 anos entre 1934 e 1966, explicado por circunstâncias extraordinárias, como a Segunda Guerra Mundial, que interrompeu os torneios entre 1938 e 1949. Além disso, entre 1950 e 1962, a Fifa optou por entregar o troféu sozinha, evitando envolvimento político no pós-guerra. A partir de 2018, a entidade voltou a adotar o modelo exclusivo do presidente da Fifa, prática que agora será abandonada.

A volta da tradição, no entanto, não agrada a todos. Nas redes sociais, muitos torcedores expressaram descontentamento, considerando a medida uma tentativa de aproximação política entre a Fifa e o governo Trump. A entidade, por sua vez, não comentou as críticas e mantém o plano de que Infantino e Trump dividam o momento mais aguardado da final.

Com a decisão, a Fifa também reforça a importância simbólica da presença do líder do país-sede na cerimônia, algo que, segundo a organização, sempre fez parte da história do torneio, com raras exceções. Resta saber como será recebida a participação de Trump em um evento esportivo global que tradicionalmente busca evitar associações políticas diretas.

A Copa de 2026 será a primeira a contar com três países-sede e o formato expandido para 48 seleções. A final está prevista para ocorrer em julho de 2026, em local ainda a ser definido, mas com forte possibilidade de ser no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos arredores de Nova York.

Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/world-cup/who-will-present-the-world-cup-trophy-to-the-winners-alongside-fifa-president-gianni-infantino/.

Fonte: World Soccer Talk.

World Soccer Talk.

2026-07-19 11:06:00

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