Twenty One Pilots e Ashnikko transformam segundo dia do Sziget em espetáculo de mundos próprios

Twenty One Pilots e Ashnikko transformam segundo dia do Sziget em espetáculo de mundos próprios
Fonte da imagem: NME

NME.

O segundo dia do Sziget Festival, realizado na Ilha da Liberdade, em Budapeste, foi marcado por apresentações que transportaram o público para universos particulares. Enquanto os Twenty One Pilots levaram o palco principal a grandes alturas com pirotecnia e performances ousadas, Ashnikko criou uma atmosfera surreal no Revolut Stage, em uma noite que também contou com shows de Biffy Clyro, TOMORA e HEALTH. A edição de 2026 do festival húngaro, que acontece anualmente, reforçou sua reputação de proporcionar experiências visuais e sonoras memoráveis.

A dupla de Ohio, conhecida por shows teatrais e acrobacias, não decepcionou. Após a faixa ‘Tear In My Heart’, o baterista Josh Dun entrou no palco carregando uma tocha acesa e a montou no centro do palco, em um gesto que remetia à abertura de uma cerimônia olímpica. Quando ‘Jumpsuit’ começou a tocar, chamas percorreram toda a extensão do fundo do palco, transformando o show em um espetáculo de fogo.

Twenty One Pilots e Ashnikko transformam segundo dia do Sziget em espetáculo de mundos próprios
Credit: Sziget Festival 2026 / Toro Balazs — NME
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A ousadia continuou quando Dun, depois de correr pela grade de proteção do público, escalou uma torre que se erguia sobre a plateia, onde outro kit de bateria o aguardava. Lá de cima, ele continuou ancorando a música ‘Drum Show’. Tyler Joseph, vocalista da banda, também participou da ação vertical ao subir em uma estrutura semelhante, porém menor, no meio do público durante ‘Ride’.

Para coroar a apresentação, os Twenty One Pilots exibiram um vídeo pré-gravado de Jack White, frontman do The White Stripes, que disse: “Sou Jack White e dou permissão a Tyler e Josh para fazerem isso”. A permissão era para um coro coletivo de ‘Seven Nation Army’, que uniu o público em um momento de pura celebração.

Ashnikko, que em 2023 foi capa da NME e declarou que seus shows são um espaço seguro para as pessoas, atraiu uma multidão de fãs para o Revolut Stage. Os ‘Demidevils’, como são chamados seus seguidores, lotaram o local bem antes do início programado para as 23h45 e reagiram com entusiasmo a qualquer mudança nos telões, até mesmo a pequenas flutuações nos visuais psicodélicos.

A cantora de 30 anos fez uma entrada inusitada, surgindo no palco através de uma pequena porta, como se tivesse saído de um buraco em sua bolsa. A performance teve uma estética inspirada em Alice no País das Maravilhas, com a artista aparentemente passando por uma transformação. “Oh meu Deus! O que está acontecendo comigo?”, exclamou, em tom de pantomima.

O show, que misturou batidas pesadas de ‘Microplastics’ com o rock sujo de ‘Chokehold Cherry Python’, contou com duas dançarinas e coreografias ousadas. As apresentações culminaram em chutes altos em uníssono, enquanto a plateia, já numerosa, crescia ainda mais. Os aplausos ensurdecedores e a atmosfera febril confirmaram o poder de Ashnikko de criar um espetáculo imersivo.

Antes dos headliners, Biffy Clyro agitou o palco principal com um show que equilibrou momentos de pura energia e emoção. Simon Neil, vocalista da banda escocesa, gritou “Nós somos Biffy Fucking Clyro!” em vários momentos. O repertório incluiu faixas como ‘Living Is A Problem Because Everything Dies’, ‘Hunting Season’, ‘Black Chandelier’, ‘Mountains’ e ‘Many Of Horror’. Após um verão que já incluiu o maior show de sua carreira, em Finsbury Park, Londres, a banda mostra que, três décadas depois, sua força continua crescendo.

O projeto TOMORA, colaboração entre o Chemical Brothers e a cantora norueguesa Aurora, também fez sucesso. Tom Rowlands, que conheceu Aurora após vê-la no Glastonbury 2016 pela televisão, comandou a produção enquanto Aurora e a cantora Amalie Holt Kleive cantavam vocais operísticos, batiam em enormes bumbos e dançavam em formação. O show foi descrito como uma rave apocalíptica com momentos de beleza serena, incluindo um giro de Aurora que parecia um efeito especial.

Fechando a noite, a banda HEALTH, de Los Angeles, apresentou um set industrial e agressivo no palco The Buzz, com sintetizadores sombrios e guitarras cortantes. Um fã de metal comentou com sua amiga: “É melhor que Zara Larsson”. A diversidade de estilos e a intensidade das performances confirmaram o Sziget como um espaço onde diferentes mundos musicais coexistem e encantam o público.

Leia mais aqui em inglês: https://www.nme.com/reviews/live/twenty-one-pilots-ashnikko-biffy-clyro-tomora-health-sziget-festival-2026-3962261?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=twenty-one-pilots-ashnikko-biffy-clyro-tomora-health-sziget-festival-2026.

Fonte: NME.

NME.

2026-08-13 08:05:00

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