
A prefeitura de Manaus decretou estado de alerta na noite desta quarta-feira (15) após um vazamento de monômero de estireno em uma unidade da petroquímica Innova, localizada no Distrito Industrial da capital amazonense. O produto, um líquido tóxico e inflamável, começou a vazar por volta das 17h36, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, e foi controlado ainda no fim da tarde. Apesar de a empresa afirmar que não houve vítimas, a Secretaria de Estado de Saúde informou que 16 pessoas deram entrada em unidades da rede estadual, todas com quadro clínico estável, em avaliação médica.
O vazamento ocorreu em um dos três tanques de armazenamento de estireno da unidade 4 da Innova. De acordo com a empresa, o líquido sofreu uma elevação anormal de temperatura, o que provocou a liberação de vapores de forma controlada pelos próprios dispositivos de segurança do equipamento, evitando uma explosão. O forte cheiro, semelhante ao de tinta, se espalhou por várias regiões da cidade, incluindo o centro, próximo ao Teatro Amazonas.
O Corpo de Bombeiros empregou cerca de dez viaturas, quatro canhões de água e 35 homens no controle do vazamento. Brigadistas da própria empresa também atuaram na ocorrência. A Innova informou, por meio de nota, que “a intercorrência foi controlada” e que “não houve vítimas de qualquer natureza”. A nota acrescenta que todo o resíduo proveniente do vazamento recebeu destinação adequada, sendo armazenado para subsequente tratamento de acordo com as normas ambientais vigentes, e que, apesar do cheiro forte, “não há risco à saúde das pessoas e de contaminação ao meio ambiente”.
A prefeitura de Manaus, por meio do Gabinete de Crise, informou que está acompanhando o caso de forma integrada com órgãos estaduais e federais. Em nota divulgada por volta das 21h (horário local), a administração municipal afirmou que “a cidade está em estado de alerta, com equipes mobilizadas para monitorar a dispersão do produto remanescente na atmosfera, prestar o apoio necessário às ações de resposta e atuar em articulação com as autoridades estaduais e federais na adoção das medidas cabíveis”.
Por causa do vazamento, várias áreas da região foram evacuadas, incluindo trabalhadores da empresa e de estabelecimentos próximos. Equipes técnicas de fiscalização ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) atuaram em conjunto com forças estaduais e federais para análise dos impactos ambientais e apuração das responsabilidades. A prefeitura ressaltou, no entanto, que “o licenciamento e a fiscalização da atividade industrial em questão não são de competência da administração municipal”.
Como medida preventiva, a Defesa Civil orientou a população a buscar locais abertos e bem ventilados, manter portas e janelas abertas para favorecer a circulação do ar e desligar aparelhos que captam ar do ambiente externo, como ar-condicionado e sistemas de ventilação. A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) recomendou evitar deslocamentos e permanência nas proximidades da rua Javari e das áreas industriais diretamente atingidas, até que os órgãos responsáveis confirmem o controle da ocorrência e a segurança do local.
Moradores de regiões próximas foram orientados a, caso sintam odor vindo do ambiente externo, buscar local protegido, fechar portas e janelas e desligar aparelhos que tragam ar externo para dentro do imóvel. Também foi recomendado evitar caminhar ou dirigir em direção à área afetada. Motoristas devem manter os vidros fechados, desligar temporariamente a entrada de ar externo do veículo e seguir as orientações das autoridades.
A Secretaria Estadual da Saúde recomendou que pessoas expostas ao produto que apresentem sintomas como irritação nos olhos ou na pele, tontura, dor de cabeça, náusea, sonolência, confusão, dificuldade para respirar ou perda de consciência busquem imediatamente a unidade de saúde mais próxima ou acionem o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192).
Fonte: Agência Brasil.
