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A venda do Los Angeles Lakers por US$ 12 bilhões, anunciada nesta semana, pegou o mundo esportivo de surpresa e levantou uma questão que vai muito além da NBA: o que acontecerá com o Los Angeles Dodgers e com o astro Shohei Ohtani se o dono do time de beisebol, Mark Walter, decidir vender a franquia também? A transação, que coloca o ex-presidente da Disney Bob Iger à frente do novo grupo de controle dos Lakers, foi concluída menos de um ano após a compra anterior da equipe, e o principal vendedor é justamente Walter, um dos proprietários mais bem-sucedidos do esporte na atualidade.
Walter é CEO da Guggenheim Partners, uma gigante global de serviços financeiros com cerca de US$ 350 bilhões em ativos, e comanda os Dodgers desde 2012, quando a franquia foi comprada por US$ 2 bilhões. Sob sua gestão, o time conquistou dois títulos consecutivos da World Series e se tornou uma potência financeira, sendo a primeira equipe da MLB a ultrapassar US$ 1 bilhão em receita anual. Estima-se que o valor de mercado dos Dodgers gire em torno de US$ 8 bilhões, podendo ser ainda maior devido à escassez de marcas desse porte no esporte.
A venda repentina dos Lakers, no entanto, gerou especulações de que Walter precisaria de liquidez para resolver uma investigação do governo federal por suposta fraude em empréstimos. A hipótese de que os Dodgers também seriam vendidos para levantar fundos ganhou força nas redes sociais e na imprensa americana, mas, segundo o Los Angeles Times, não há planos nesse sentido. O presidente da equipe, Stan Kasten, tratou o assunto de forma direta ao ser questionado na quarta-feira: “Esta é uma história dos Lakers, não realmente uma história dos Dodgers”, afirmou. “Não tem nada a ver com os Dodgers. São completamente separados. Portanto, não há mudanças aqui, nem contempladas, e acho que essa é praticamente a história completa.”
Apesar da negativa oficial, um detalhe contratual acrescenta uma camada extra de complexidade à discussão: a cláusula “key man” (homem-chave) no contrato de Shohei Ohtani, a maior estrela do beisebol e dos Dodgers. Quando Ohtani assinou com a equipe em dezembro de 2023, foi noticiado que ele poderia optar por sair do acordo de 10 anos se uma de duas pessoas deixasse a organização: o presidente de operações de beisebol, Andrew Friedman, ou Mark Walter. O Athletic informou na quinta-feira que, se Walter vendesse os Dodgers, Ohtani provavelmente não acionaria essa cláusula, mas o simples fato de a possibilidade existir já alimenta o debate sobre o futuro do time.
Ohtani, que passou anos sem chegar aos playoffs enquanto estava no Los Angeles Angels, já conquistou dois títulos com os Dodgers em Los Angeles. A permanência do japonês, porém, está diretamente ligada à disposição de Walter em investir pesado no elenco, muitas vezes abrindo mão de lucros para manter a competitividade. Se houver mudança de controle, os Dodgers poderiam perder essa vantagem financeira, o que colocaria em xeque a continuidade do projeto vencedor.
A Guggenheim também possui participação no Chelsea FC, no Los Angeles Sparks e na nova equipe de Fórmula 1 Cadillac. Esses ativos poderiam ser vendidos para levantar recursos, mas nenhum deles renderia um retorno comparável ao dos Dodgers, o que torna a franquia de beisebol o ativo mais valioso do grupo.
Enquanto isso, o mercado de beisebol segue aquecido: em 2026, o San Diego Padres foi vendido por US$ 3,9 bilhões, e o New York Yankees levantou US$ 2,6 bilhões em financiamento de private equity. Esses números mostram que a valorização das franquias da MLB está em alta, o que poderia tornar uma eventual venda dos Dodgers ainda mais lucrativa para Walter, caso ele decidisse seguir esse caminho.
Por ora, a diretoria dos Dodgers insiste que não há negociação em andamento e que a venda dos Lakers é um assunto isolado. Mas a rapidez com que o acordo da NBA foi fechado, somada à investigação federal e à cláusula contratual de Ohtani, mantém o mercado esportivo em alerta. A possibilidade de uma reviravolta não é descartada por analistas, que veem cenários imprevisíveis para um dos times mais poderosos do esporte mundial.
A situação, portanto, permanece em aberto, com declarações oficiais tentando acalmar os ânimos, mas sem garantias definitivas sobre o futuro de Walter à frente dos Dodgers. Enquanto isso, os fãs de beisebol acompanham de perto cada movimento, cientes de que uma eventual mudança de comando poderia redefinir o equilíbrio de forças na MLB e, quem sabe, o destino de sua maior estrela.
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Fonte: Fox News.
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2026-08-13 19:35:00

