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A Waymo, empresa de veículos autônomos da Alphabet, divulgou detalhes inéditos sobre o sistema de computação embarcado em seus robôs-táxis sem motorista. O anúncio responde a uma dúvida comum entre passageiros: o que acontece se o computador que dirige o veículo falhar? A companhia afirma que o sistema foi projetado com redundâncias para lidar com falhas de hardware, já que não há um motorista humano para assumir o controle.
Segundo a Waymo, o sistema de computação funciona como dois motores independentes. Durante a condução normal, ambos processam as informações em paralelo. Se um deles apresentar defeito, o outro assume imediatamente, garantindo que o veículo tenha um “segundo motorista eletrônico” a bordo, sem depender de intervenção remota. A empresa também informou que há sistemas de frenagem e direção redundantes, além de fontes de energia independentes para os componentes críticos. Em caso de falha grave, a prioridade é manter o controle do veículo e levá-lo a um estado seguro, o que pode significar parar no acostamento em vez de completar a viagem.
A Waymo também revelou que todo o processamento necessário para dirigir acontece dentro do próprio veículo. Os carros utilizam câmeras, lidar e radar para captar o ambiente, e o computador de bordo processa essas informações em milissegundos, sem depender de conexão com a nuvem. A empresa afirma que aumentou sua capacidade de processamento em cerca de 20 vezes nos últimos oito anos, o que reduziu o tempo entre a percepção de um obstáculo e a reação do veículo.
Para lidar com o volume de dados dos sensores, a Waymo desenvolveu um chip personalizado de 5 nanômetros, chamado ASIC (circuito integrado de aplicação específica). Esse chip processa as informações de câmeras, lidar e radar antes que elas cheguem a outras partes do sistema. A empresa afirma que o ASIC oferece mais de 1.000 TOPS (trilhões de operações por segundo) de desempenho em aprendizado de máquina, permitindo processar simultaneamente imagens de 13 câmeras de alta resolução e melhorar a detecção em condições de pouca luz.
A Waymo também esclareceu um mal-entendido comum: não há funcionários remotos dirigindo os veículos. O chamado “Remote Assistance” fornece informações adicionais ao sistema em situações incomuns, mas não assume o controle do carro. O sistema autônomo permanece responsável pela condução. A empresa afirma que os agentes remotos não monitoram continuamente cada veículo.
Apesar das redundâncias, a Waymo reconhece que seus veículos podem enfrentar problemas. Recentemente, a empresa fez um recall de software envolvendo 3.871 veículos após os robôs-táxis entrarem em zonas de obras fechadas em Phoenix e na região da baía de São Francisco. O problema estava relacionado à interpretação das mudanças nas condições da estrada, não a uma falha de hardware.
A Waymo divulgou uma análise de segurança cobrindo mais de 220 milhões de milhas totalmente autônomas até março de 2026, na qual afirma que seus veículos tiveram menos acidentes graves ou fatais do que motoristas humanos em áreas comparáveis. Os dados são baseados em pesquisa da própria empresa.
Análise WeekNews: A ênfase da Waymo em redundância e processamento local reflete a necessidade de garantir segurança em veículos sem motorista, onde não há um humano para intervir em emergências. A divulgação detalhada do sistema pode ser vista como uma tentativa de aumentar a confiança do público e dos reguladores, especialmente após o recall recente. A capacidade de processamento a bordo e os sistemas de backup indicam que a empresa está priorizando a confiabilidade técnica para sustentar a expansão de seus serviços.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/tech/what-happens-waymo-computer-fails.
Fonte: Fox News.
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2026-08-29 12:46:00

