
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho para grande parte do Rio Grande do Sul, com previsão de tempestades severas que devem atingir o estado entre esta quinta-feira (6) e sexta-feira (7). O aviso, que representa o grau máximo de perigo na escala do instituto, exclui apenas as áreas norte e nordeste do estado. A população dessas regiões deve se preparar para chuvas intensas, ventos fortes e queda de granizo.
O alerta vermelho é o terceiro e mais severo nível de aviso do Inmet, que utiliza uma escala de três graus: amarelo, para perigo potencial; laranja, para perigo; e vermelho, para grande perigo. Nesse nível, a previsão indica chuva superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia, ventos com velocidade superior a 100 quilômetros por hora e possibilidade de queda de granizo.
De acordo com o Inmet, as condições meteorológicas podem provocar danos em edificações, interrupção no fornecimento de energia elétrica, prejuízos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário. A população deve redobrar a atenção e seguir as orientações das autoridades locais.
Paralelamente, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta laranja para todo o estado, com exceção de uma pequena área na região norte, entre os municípios de Erechim, Vacaria e São José dos Ausentes. O aviso laranja indica risco de tornado, tempestades severas com rajadas de vento que podem superar os 100 km/h, acentuada queda de granizo e chuva pontualmente intensa, que poderão ocorrer na quinta e na sexta-feira.
A Defesa Civil do RS adota um sistema próprio de alertas com cinco níveis: verde (normal), amarelo (atenção), laranja (alerta), vermelho (inundação) e roxo (inundação extrema). O alerta laranja emitido para esta quinta-feira aponta que, entre a tarde e a noite, há risco de tempestades severas na maior parte do estado, com rajadas de vento acima de 100 km/h, queda de granizo, chuva intensa e possibilidade de tornado. Os acumulados de chuva podem variar entre 10 mm e 60 mm por dia, com pontos isolados de até 100 mm.
A mudança brusca no tempo no Rio Grande do Sul é causada por uma frente fria vinda do Sul e pela formação de um ciclone bomba sobre o oceano, na altura do Uruguai. O fenômeno, também chamado de ciclogênese explosiva, ocorre quando há uma queda de pressão muito acentuada e rápida dentro de um período de 24 horas, no encontro entre massas de ar frio e quente. Esse tipo de sistema meteorológico é conhecido por intensificar ventos e chuvas em regiões próximas ao seu deslocamento.
Diante do cenário de risco, o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional orienta a população a se atentar aos mecanismos de alertas de emergência da Defesa Civil, bem como aos noticiários na internet, na rádio e na TV. A recomendação é que os moradores busquem informações oficiais e sigam as instruções das autoridades para evitar situações de perigo.
Para receber os alertas diretamente no celular, os moradores do Rio Grande do Sul podem enviar um SMS com o CEP para o número 40199 ou enviar uma mensagem pelo WhatsApp para o número (61) 2034-4611. Esses canais são disponibilizados pela Defesa Civil para que a população seja informada em tempo real sobre a evolução das condições meteorológicas e possíveis emergências.
A combinação de alertas do Inmet e da Defesa Civil reforça a gravidade da situação prevista para os próximos dias. As autoridades recomendam que a população evite sair de casa durante as tempestades, não se abrigue debaixo de árvores ou estruturas metálicas, e mantenha distância de áreas alagadas. Também é importante garantir a segurança de objetos que possam ser levados pelo vento e proteger animais e plantações.
A previsão é de que as condições climáticas comecem a melhorar a partir de sábado (8), mas até lá o estado deve permanecer em estado de atenção. A Defesa Civil continuará monitorando a situação e emitindo novos avisos conforme a evolução dos fenômenos meteorológicos. A população deve acompanhar os canais oficiais e seguir as orientações para minimizar os riscos de danos e acidentes.
Fonte: Agência Brasil.
