Agosto terá dois eclipses; saiba como observar os fenômenos

Agosto terá dois eclipses; saiba como observar os fenômenos
Fonte da imagem: Agência Brasil


O mês de agosto reserva dois fenômenos astronômicos que poderão ser observados a olho nu em diversas regiões do mundo. Um eclipse solar total será visível no hemisfério norte, enquanto um eclipse lunar quase completo poderá ser acompanhado em países das Américas, da Europa e da África, incluindo o Brasil.

O eclipse lunar está previsto para a madrugada do dia 28 de agosto, com início às 23h30 (horário de Brasília) do dia 27 e auge estimado para 1h do dia 28. O fenômeno poderá ser visto de todos os estados brasileiros, e a expectativa é de que até 95% da Lua fique avermelhada.

A astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, explica que o plano de órbita da Lua em volta da Terra é inclinado em 5 graus, e o eclipse ocorre quando esses dois corpos celestes se alinham diretamente com o Sol. “Na Lua cheia você tem, nessa ordem, o Sol, a Terra e a Lua. E aí, o Sol batendo na Terra forma essa sombra no espaço, e quando a Lua entra nessa sombra, é que acontece o eclipse”, explicou.

Já o eclipse solar, previsto para o dia 12, poderá ser observado em sua totalidade por países como Espanha, Portugal, Rússia, Islândia e Groenlândia. De forma parcial, o fenômeno será visível em outras áreas do hemisfério norte e também no norte do continente africano. “Já aqui você tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do Sol. Esse caminho é um caminho de 300 quilômetros de largura”, disse.

Para assistir ao eclipse lunar que passará pelo Brasil, não é necessário utilizar óculos especiais ou qualquer técnica específica. Basta escolher um local aberto, com visão limpa para a Lua e, de preferência, com pouca interferência de luz artificial.

No caso do eclipse solar, a observação só é segura com óculos especiais certificados pela norma ISO 12312-2 ou com máscaras de vidro de soldador número 14. Olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode causar sérios danos à visão, incluindo cegueira.

O eclipse solar total é resultado de uma coincidência cósmica: embora o Sol seja cerca de 400 vezes maior que a Lua, ele também está aproximadamente 400 vezes mais distante, o que faz com que ambos pareçam ter praticamente o mesmo tamanho no céu. O fenômeno ocorre sempre na Lua Nova, quando a Lua bloqueia pelo menos parte da luz solar e projeta uma sombra sobre a Terra.

A pesquisadora do Observatório Nacional ressalta que, diferentemente do eclipse lunar, que é visível para todos na metade da Terra onde é noite, o eclipse solar tem uma área de visibilidade mais restrita. Fora da faixa de totalidade, o fenômeno se torna anular, ou seja, a Lua não cobre completamente o Sol, formando um anel de luz ao redor.

O eclipse lunar, por sua vez, só acontece durante a Lua Cheia e pode se apresentar de três formas: total, parcial e penumbral. Quando a luz do Sol incide sobre a Terra, são criados dois tipos de sombra: a umbra, mais escura, e a penumbra, mais suave. “Quando vai acontecer o eclipse da Lua, às vezes pode ser que ela entre só nessa penumbra. A gente não vê diferença alguma”, conta Josina.

No eclipse total, a Lua atravessa a penumbra, passa completamente pela umbra e depois retorna à penumbra. “Esse eclipse agora do dia 27, ele é um eclipse parcial. A Lua não vai entrar totalmente na umbra, ela quase vai entrar. Vai funcionar como se fosse um eclipse total porque ela vai começar a ficar vermelha, e essa vermelhidão é o reflexo da luz do Sol batendo na atmosfera da Terra”, finalizou.

O Observatório Nacional transmitirá ambos os eclipses gratuitamente por meio de seu canal no YouTube, permitindo que interessados de qualquer lugar acompanhem os fenômenos ao vivo.

Fonte: Agência Brasil.

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