
A Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) encerrou sua décima edição com um público recorde: mais de 330 mil pessoas passaram pelo centro histórico de Salvador entre os dias 5 e 9 de agosto. O número superou as expectativas dos organizadores e consolidou o evento como uma das maiores celebrações literárias do país. A informação foi divulgada pela Fundação Casa de Jorge Amado, responsável pela realização da festa.
Neste ano, a Flipelô reuniu mais de 500 escritores brasileiros, entre eles nomes de destaque da literatura nacional, como Carla Madeira, Milton Hatoum e Itamar Vieira Junior. A programação também contou com a participação de nove convidados internacionais, representando cinco países: Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha e Sri Lanka. A diversidade de vozes e origens reforçou o caráter internacional do evento, que já se tornou referência no calendário cultural baiano.
A presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, Angela Fraga, classificou a edição como histórica. “Realizamos uma edição histórica. Celebramos os dez anos da Flipelô e os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado, vendo o Pelourinho tomado por leitores, estudantes, escritores, artistas e famílias”, afirmou. A declaração foi dada após o encerramento do evento, que ocorreu no último domingo (9).
Um dos momentos mais marcantes da programação foi a homenagem prestada a Myriam Fraga e Calasans Neto. Segundo Angela Fraga, a homenagem emocionou o público e reafirmou o compromisso da festa com a literatura, a cultura e a democratização do acesso ao livro. “A Flipelô é uma construção coletiva que pertence ao Centro Histórico, à Bahia e ao Brasil”, disse a presidente da fundação.
A Flipelô foi idealizada pela poeta Myriam Fraga, que também é uma das fundadoras da Fundação Casa de Jorge Amado. O evento surgiu com o objetivo de preservar e valorizar a memória do escritor Jorge Amado, além de promover a cultura e a arte da Bahia. Outro propósito central da festa é estimular o hábito da leitura, principalmente entre os jovens, democratizando o acesso aos livros e à produção literária.
A edição de 2026 também marcou os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado, instituição que mantém viva a obra do autor de Gabriela, Cravo e Canela. A fundação, criada em 1986, é responsável por preservar o acervo do escritor e promover ações culturais e educativas na Bahia. A celebração conjunta das duas datas foi vista pelos organizadores como um marco na trajetória da entidade.
O público que compareceu ao Pelourinho durante os cinco dias de evento pôde participar de mesas de debate, lançamentos de livros, sessões de autógrafos, apresentações artísticas e atividades voltadas para crianças e jovens. A programação gratuita foi montada para atrair diferentes perfis de visitantes, desde estudantes e pesquisadores até famílias que aproveitaram o feriado para conhecer a festa.
A movimentação no centro histórico de Salvador também teve impacto econômico e cultural na região, que recebeu turistas e moradores durante todo o período. O sucesso de público reforça a importância da Flipelô como um dos principais eventos literários do Norte e Nordeste, ao lado de outras festas como a Flip, de Paraty, e a Bienal do Livro da Bahia.
Com o recorde de público, a organização do evento já projeta a próxima edição, que deve manter o formato de celebração da literatura e da cultura baiana. A expectativa é que a festa continue crescendo e ampliando seu alcance, sempre com o objetivo de aproximar os leitores dos escritores e de valorizar a obra de Jorge Amado, um dos maiores nomes da literatura brasileira.
A Flipelô é realizada anualmente pela Fundação Casa de Jorge Amado e conta com o apoio de instituições públicas e privadas. A edição de 2026 foi encerrada no domingo (9), com saldo positivo tanto para os organizadores quanto para o público que lotou as ruas do Pelourinho. A festa, que nasceu como uma homenagem a Jorge Amado, se consolidou como um espaço de encontro entre leitores, escritores e artistas de diversas partes do mundo.
Fonte: Agência Brasil.
