Desemprego cai em 13 estados no segundo trimestre; 11 unidades ficam abaixo da média nacional

Desemprego cai em 13 estados no segundo trimestre; 11 unidades ficam abaixo da média nacional
Fonte da imagem: Agência Brasil


A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no segundo trimestre de 2026, o menor nível já registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre, quando o índice foi de 6,1%.

Das 27 unidades da federação, 11 encerraram o trimestre com taxas abaixo da média nacional. Em cinco delas, o desemprego ficou abaixo de 3%: Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). Paraná (3,1%), Minas Gerais (3,8%), Goiás (4,0%), Tocantins (4,1%), Rio Grande do Sul (4,2%) e Roraima (5,0%) completam a lista.

Na outra ponta, Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%) e Piauí (8,3%) registraram as maiores taxas de desocupação. O Distrito Federal apresentou índice de 6,5%, acima da média nacional, enquanto São Paulo (5,4%) e Paraíba (5,4%) ficaram exatamente no patamar médio do país.

O analista da pesquisa, William Kratochwill, atribui as diferenças regionais a fatores como nível de industrialização, evolução da atividade econômica e grau de instrução da população. “Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, afirmou.

Em 13 unidades da federação, o desemprego diminuiu no segundo trimestre. As maiores quedas foram registradas no Rio Grande do Norte (-1,9 ponto percentual), Acre (-1,6 p.p.), Paraíba (-1,6 p.p.) e Tocantins (-1,5 p.p.). Também houve redução em Alagoas (-1,3 p.p.), Minas Gerais (-1,2 p.p.), Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.), Goiás (-1 p.p.), Rondônia (-1 p.p.), Mato Grosso (-0,9 p.p.), Espírito Santo (-0,9 p.p.), Maranhão (-0,9 p.p.) e Santa Catarina (-0,6 p.p.). As demais localidades permaneceram estáveis.

A pesquisa também apontou queda no chamado desemprego longo, que atinge pessoas à procura de trabalho há dois anos ou mais. No segundo trimestre, 1,06 milhão de pessoas estavam nessa situação, o menor contingente da série histórica iniciada em 2012. Em relação ao mesmo período de 2025, a redução foi de 15,6%.

Os dados revelam ainda desigualdades no mercado de trabalho. O desemprego entre homens ficou em 4,6%, abaixo da média nacional, enquanto entre as mulheres alcançou 6,4%. Quando o recorte é por cor, a taxa de desocupação de pretos (6,9%) e pardos (6,1%) supera a média, enquanto a de brancos é de 4,2%. A pesquisa do IBGE não utiliza o termo “negro”, mas o Estatuto da Igualdade Racial considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.

A Pnad Contínua apura o comportamento do mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, temporária ou por conta própria. Pela metodologia do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que procurou efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa. Foram visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Fonte: Agência Brasil.

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