
A campanha eleitoral para a Presidência da República movimentou a terça-feira (18) com uma série de compromissos dos candidatos, que participaram de sabatinas, concederam entrevistas e realizaram encontros com eleitores em diferentes regiões do país. A maioria dos postulantes ao Palácio do Planalto aproveitou o dia para apresentar propostas nas áreas econômica e social, além de reforçar críticas a políticas públicas atuais.
O candidato Augusto Cury (Avante) participou da sabatina promovida pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs). Durante o evento, Cury afirmou que, se eleito, fará ajustes na reforma tributária. “Provavelmente, teremos de fazer ajustes, porque 70% da economia brasileira é composta por comércio e serviços”, disse. Sobre o Bolsa Família, o candidato pretende alterar o programa para garantir que quem conseguir emprego ou se tornar MEI continue recebendo o benefício até se adaptar à nova realidade.
A candidata Clariana Barão (Democracia Cristã) passou o dia na capital paulista, onde conheceu lideranças locais do partido e conversou com eleitores. Segundo a assessoria da campanha, a candidata abordou propostas relacionadas aos direitos de mulheres e crianças, igualdade salarial e combate ao feminicídio. Outros temas tratados foram empreendedorismo e educação.
Edmilson Costa (PCB) concedeu entrevista ao canal Farol Brasil. O candidato propõe a revogação das reformas trabalhista e previdenciária, a quebra do monopólio das comunicações e a recomposição do poder de compra do brasileiro. Ele também defendeu o fim da escala 6×1 e a realização de auditoria da dívida pública.
Flávio Bolsonaro (PL) participou de um “adesivaço” em Belo Horizonte. Em entrevista à Rádio Itatiaia, o candidato afirmou que aplicará um “tesouraço” no número de ministérios e nos cargos comissionados da administração pública, com redução de 39 para 23 pastas. Ele também propõe reduzir as tarifas incidentes na exportação de petróleo e a construção de data centers. “É um imposto de 25% sobre as peças que são utilizadas na construção de data centers para que ele seja oferecido aqui no Brasil. Isso já inviabiliza várias oportunidades que o Brasil já está tendo nesse momento”, disse. Flávio Bolsonaro não participou da sabatina da Unecs, sendo representado pelo candidato a vice na chapa, Alfredo Gaspar, e pelo coordenador da campanha, Rogério Marinho.
Hertz Dias (PSTU) gravou conteúdo para as redes sociais na capital paulista. Ele defende o controle público sobre setores focados em tecnologia, indústria, infraestrutura, energia e recursos naturais, além de maior geração de empregos e valorização salarial.
Pablo Marçal (PRTB) concedeu entrevista ao canal de Cláudio Dantas. Na ocasião, propôs a ampliação da participação direta da população por meio de ferramentas digitais e a descentralização do poder econômico, dando prioridade aos estados do Nordeste.
Renan Santos (Missão) participou da sabatina organizada pela Unecs. Uma de suas propostas é cortar gastos públicos na ordem de R$ 200 bilhões para viabilizar a queda dos juros. O candidato se disse contra o fim da escala de trabalho 6×1. “Essa legislação vai explodir os custos e provocar quebradeira. No meu governo, esse projeto será soterrado”, afirmou. Sobre o Bolsa Família, Renan Santos pretende criar mecanismos para a transição de quem está no programa para o regime formal de trabalho, por meio de um banco central de empregos a ser instalado em cada município.
Romeu Zema (Novo) se encontrou, na capital paulista, com pessoas e famílias que sofrem com o vício em bets e outros jogos de azar. Após o encontro, Zema disse que seu primeiro ato, caso seja eleito presidente, será acabar com as plataformas de apostas online, que, conforme ele, vêm causando uma epidemia de vício. “Continuar tolerando isso é estar assistindo o enriquecimento de poucos que estão ganhando e milhões manipulando a cabeça das pessoas, às vezes até de forma criminosa”, afirmou.
Ronaldo Caiado (PSD) também participou do evento da Unecs. Ao ser sabatinado, criticou a reforma tributária, como o modelo aprovado da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que, a partir do próximo ano, substitui os impostos federais PIS, Cofins e parte do IPI. Caiado disse que, caso eleito, apresentará uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) para determinar um limite para o gasto público vinculado a um percentual do Produto Interno Bruto (PIB). “Ainda estamos fechando entre 40 e 50% do PIB”, disse.
Rui Costa Pimenta (PCO) participou do programa Análise da 3ª, na Rádio Causa Operária, no YouTube. Ele defendeu o cancelamento de privatizações já feitas, a reestatização das empresas privatizadas, aumento emergencial do salário dos trabalhadores e jornada de trabalho de 35 horas semanais sem redução salarial.
Wilson Grassi (Democrata) cumpriu agenda em São Paulo, onde concedeu entrevista ao podcast Ibratalks. Ele defendeu a integração da causa animal às políticas públicas, a renovação do sistema tributário, o enfrentamento das filas do SUS e maior investimento público em pesquisa, educação e esporte.
Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Samara Martins (UP) não tiveram agenda pública nesta terça-feira (18).
Fonte: Agência Brasil.
