
World Soccer Talk.
Lionel Messi convidou pessoalmente Paulo Dybala e Nahuel Molina para a partida da Argentina contra Benin, marcada para 6 de outubro, no Estádio Monumental, em Buenos Aires. O jogo pode marcar a última aparição do capitão com a camisa da Albiceleste em solo argentino, aos 39 anos, e a presença dos dois jogadores da Roma daria ao evento um caráter de reencontro da geração que conquistou a Copa do Mundo de 2022 no Catar.
Dybala, de 32 anos, não foi incluído na mais recente lista de convocados de Lionel Scaloni para a próxima janela de compromissos internacionais, mas recebeu um convite especial do capitão argentino para estar presente no duelo contra Benin. A ausência da relação oficial não significa necessariamente que ele ficará de fora da despedida. Os dois jogadores compartilharam o título mundial de 2022, no qual Dybala teve participação limitada, mas integrou o grupo que encerrou a espera argentina pelo tricampeonato.
O problema está nos compromissos com a Roma. Segundo o Corriere dello Sport, o técnico Gian Piero Gasperini prefere que Dybala permaneça na Itália durante a pausa internacional. A preocupação do clube envolve a exigência física de duas viagens intercontinentais em poucos dias, sobretudo porque a equipe enfrenta o Como em 11 de outubro, pela Serie A. A preferência da Roma é que o argentino siga treinando no centro de treinamento com o grupo principal e se prepare para o próximo compromisso do campeonato italiano.
Molina, também da Roma, recebeu convite semelhante de Messi e enfrenta a mesma situação. O lateral foi outro integrante do elenco campeão mundial de 2022 ao lado de Messi e Dybala, o que reforça o tom nostálgico da possível reunião do grupo. A direção do clube italiano, de acordo com o relato, tende a manter os dois jogadores na Itália para evitar a interrupção do programa de treinos e o desgaste das viagens de longa distância.
Além de Benin, a Argentina tem previstos confrontos contra Bolívia e Burkina Faso na mesma janela internacional. Ainda assim, o duelo de 6 de outubro é tratado como o de maior peso emocional, por ser a provável despedida de Messi diante da torcida argentina.
Análise WeekNews: A situação expõe um conflito comum em janelas internacionais: o desejo de celebrar um momento simbólico da seleção esbarra na gestão de carga física exigida pelos clubes em meio ao calendário da Serie A. Como o convite partiu de Messi e não de uma convocação formal, a decisão de Dybala e Molina tende a depender de uma negociação entre o desejo pessoal de participar da despedida e a avaliação do clube sobre risco de desgaste antes de um compromisso importante do campeonato italiano.
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Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-09-24 14:45:00
