
A 4ª edição do Festival de Cinema Colombiano começa nesta quarta-feira (7), em São Paulo, com exibição de sete obras contemporâneas na Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital. A entrada é gratuita e os ingressos são distribuídos uma hora antes de cada sessão.
A abertura, às 19h, terá sessão dupla: o curta-metragem La Virtualla (2023), de Santiago Posada, e o longa Los Silencios (2019), da brasileira Beatriz Seigner. Rodado em coprodução entre Brasil, França e Colômbia, o filme terá a presença da diretora para conversa com o público.
As produções selecionadas abrangem o período de 2018 a 2026. O título mais antigo da mostra é Pájaros de Verano, de Ciro Guerra e Cristina Gallego, que encerrará a programação. A dupla já havia trabalhado junta em 2016 no longa O Abraço da Serpente, sobre a relação de um colonizador europeu que depende da ajuda de um xamã para obter uma flor de cura. O filme recebeu prêmios internacionais e representou a Colômbia e a América Latina e Caribe no Oscar.
Em Pájaros de Verano, a narrativa aborda a tensão e a contradição de um cenário em que poder e dinheiro modificam as pessoas, tendo como centro uma família indígena wayuu. O povo wayuu vive na Colômbia e na Venezuela e se organiza em clãs, com peças elaboradas por tecelãs que funcionam como cartão de visita das comunidades. Na época do lançamento, o filme foi apelidado de O Poderoso Chefão Indígena.
A programação ocorre de 7 a 10 de outubro, com sessões na quarta e quinta-feira das 19h às 21h, na sexta-feira das 16h às 18h30 e no sábado das 16h às 18h, no Auditório Rubens Borba de Moraes, no primeiro andar da Biblioteca Mário de Andrade, na Rua da Consolação, 94. A classificação indicativa é de 12 anos.
Análise WeekNews: A seleção reúne obras de diferentes anos e propõe uma leitura da produção colombiana que combina títulos premiados internacionalmente com trabalhos recentes, como o curta de 2023. A presença de Beatriz Seigner na abertura e a escolha de Pájaros de Verano como encerramento indicam uma curadoria que aproxima o cinema colombiano do público brasileiro por meio de coproduções e de temas ligados a povos originários, sem restringir a mostra a um único período ou formato.
Fonte: Agência Brasil.
